Dilma Roussef foi eleita ontem a primeira mulher “presidenta” do Brasil! Uma vitória não só das mulheres, mas de toda a sociedade brasileira. Dilma sofreu na própria pele o passado da ditadura militar. Foi presa e torturada por defender seus ideais e por criticar um regime baseado na repressão dos direitos civis e políticos. Contribuiu diretamente para a redemocratização do país. Trabalhou pessoalmente em diversos governos, demonstrando sempre um conhecimento técnico e político dos assuntos que tratou. Dilma é uma mulher forte, como tantas outras brasileiras. Enfrentou situações difíceis e demonstrou sua capacidade de superação. Dilma está de parabéns por mais essa vitória! Desejo que o seu governo seja o melhor possível e que dê continuidade as conquistas dos últimos oito anos, além de avançar em áreas que até o presente momento foram deixadas de lado, por envolverem controvérsias de difícil solução.
É preciso avançar na discussão de problemas estruturais como a desigualdade econômica, a reforma agrária, a questão indígena e o meio ambiente. Precisamos continuar crescendo, mas precisamos fazer isso de forma sustentável, sem colocar em risco a nossa diversidade ambiental e cultural. Espero que Dilma promova um movimento de valorização da cidadania em todos os estratos da população, respeitando os direitos constitucionais das populações indígenas, quilombolas e tradicionais. O Brasil precisa avançar na área de educação e saúde, promovendo os direitos básicos previstos na Constituição de 1988. O Governo deve se comprometer em respeitar os procedimentos legais para a construção das obras do PAC, colocando em primeiro lugar a qualidade de vida e o respeito aos direitos das populações locais. A questão ambiental precisa ser tratada com seriedade. A sustentabilidade deve gerar iniciativas concretas em todas as áreas do governo, inclusive, nos setores mais desenvolvimentistas. É preciso favorecer a construção de uma nova mentalidade de governo, que favoreça os nossos potenciais, tanto no campo cultural como ambiental. O Brasil tem a chance única de inovar no campo do desenvolvimento, incorporando definitivamente o conceito de sustentabilidade como eixo fundamental de suas ações governamentais. Precisamos avançar na discussão sobre a nossa base energética, buscando minimizar o impacto ambiental e social de grandes obras como a Belo Monte. O desenvolvimento das regiões sul e sudeste não pode ser feita a partir do sacrifício das populações da região norte e nordeste.
Outros temas que estão mofando na agenda política nacional – como as reformas política, fiscal e eleitoral – precisam ser abordados com determinação, buscando instituir acordos em torno de propostas concretas. O problema da previdência social precisa de iniciativas criativas e soluções práticas.
A questão da violência nas grandes metrópoles e da criminalidade precisa de uma atenção especial. A área social precisa continuar avançando, dando continuação as iniciativas implementadas nos últimos oito anos e intensificando ainda mais as ações estruturais voltadas para a conquista de objetivos concretos em médio e longo prazo. O governo tem feito muito nos últimos anos, mas ainda é possível fazer muito mais. Só posso esperar que a nova presidenta esteja determinada a enfrentar a questão da segurança pública como um eixo fundamental para a conquista do bem estar da nossa sociedade. É claro que essa questão possui interfaces sociais, políticas e econômicas que precisam ser abordadas com seriedade. O problema da pobreza e da desigualdade econômica nas grandes cidades é um fator estrutural. A necessidade de melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, dando igualdade de condições nas áreas de saúde e educação é de extrema importância.
Outra questão que merece ser debatida com seriedade é a regulamentação dos setores de comunicação no Brasil, com a discussão de critérios éticos para o exercício do bom jornalismo e para o exercício da comunicação em benefício da sociedade e de forma realmente democrática. A sociedade brasileira não pode continuar vulnerável ao autoritarismo e ao abuso de poder perpetuado por meia dúzia de famílias que controlam os meios de comunicação no nosso país. Precisamos avançar nessa discussão e diferenciar a censura da regulamentação ética e democrática. Assim como todos os demais setores da sociedade, a mídia também precisa responder por abusos cometidos contra a liberdade de expressão. Mentiras não podem continuar sendo apresentadas como verdades. O moralismo autoritário não pode continuar definindo a agenda das redações de jornais. É claro que a discussão da regulamentação deve respeitar a livre liberdade de manifestação da opinião pública, desde que devidamente de acordo com outros direitos civis presentes na constituição. O pior de tudo é que são exatamente esses setores que farão de tudo para “derrubar” Dilma o mais cedo possível, fazendo uso de meios golpistas e autoritários (conforme buscaram fazer durante o período eleitoral) . Talvez o enfrentamento mais direto com esses setores de nossa sociedade seja o mais difícil desafio que a nova presidenta do Brasil terá que enfrentar nos próximos quatro anos. Sem desfrutar da mesma popularidade que Lula, Dilma estará mais vulnerável aos ataques da mídia e dos setores alinhados com a oposição, que sairam dessas eleições com um capital político significativo. Para superar essa situação Dilma precisa construir uma base sólida de apoio político e buscar mostrar trabalho já no primeiro ano de governo. Vontade e determinação são qualidades que Dilma já demonstrou possuir em abundância durante a sua trajetória de vida, só depende dela e de seus aliados mais próximos fazer desta oportunidade mais uma conquista política.

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segunda-feira, 1 de novembro de 2010
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Novidades na Biblioteca "Antroposimetrica"
After Nature: steps to an antiessentialist political ecology - A. Escobar
Arte, Percepção e Conhecimento - o "ver", o "ouvir" e o "Complexo das Flautas Sagradas nas Terras Baixas da América do Sul - Rafael J. de Menezes Bastos
A tradução da cultura: os Mebengokré-Xikrin - Clarice Cohn
Os Xamãs e as Máquinas: sobre algumas técnicas contemporâneas do êxtase - Pedro Ferreira
Technology and Magic - Alfred Gell
Os tambores do antropólogo: antropologia pós-social e etnografia - Marcio Goldman
Os Museus de História Natural e a Construção do Indigenismo - Antonio Carlos de Souza Lima
Conversão, Predação e Perspectiva - A Vilaça
Minds and Events - M Strathern
Introduccion - hacia una antropología de lo contemporâneo en la Amazonia Indígena - F Santos-Granero
Postcolonial Technoscience - W. Anderson
The Multiple Body of the Medical Report - M Berg & G Bowker
After the Individual in Society - M Callon & J Law
On interest and their transformation - M Callon & J Law
An approach to Heidegger's Ontology - W. Cerf
What is a "revelant" translation? - J Derrida & L Venuti
The Image of Objecivity - L Daston & P Galison
The Participant Irrealist at Large in the Laboratory - I Hacking
New developments in Science Studies: The Ethnographic Challenge - Knorr-Cetina
"Otherness in Context": a guide to anthropology in Brazil - M Peirano
The Anthropology of Anthropology: the brazilian case - M Peirano
Confira e faça download no link ao lado (biblioteca)... E aproveite a leitura!
Arte, Percepção e Conhecimento - o "ver", o "ouvir" e o "Complexo das Flautas Sagradas nas Terras Baixas da América do Sul - Rafael J. de Menezes Bastos
A tradução da cultura: os Mebengokré-Xikrin - Clarice Cohn
Os Xamãs e as Máquinas: sobre algumas técnicas contemporâneas do êxtase - Pedro Ferreira
Technology and Magic - Alfred Gell
Os tambores do antropólogo: antropologia pós-social e etnografia - Marcio Goldman
Os Museus de História Natural e a Construção do Indigenismo - Antonio Carlos de Souza Lima
Conversão, Predação e Perspectiva - A Vilaça
Minds and Events - M Strathern
Introduccion - hacia una antropología de lo contemporâneo en la Amazonia Indígena - F Santos-Granero
Postcolonial Technoscience - W. Anderson
The Multiple Body of the Medical Report - M Berg & G Bowker
After the Individual in Society - M Callon & J Law
On interest and their transformation - M Callon & J Law
An approach to Heidegger's Ontology - W. Cerf
What is a "revelant" translation? - J Derrida & L Venuti
The Image of Objecivity - L Daston & P Galison
The Participant Irrealist at Large in the Laboratory - I Hacking
New developments in Science Studies: The Ethnographic Challenge - Knorr-Cetina
"Otherness in Context": a guide to anthropology in Brazil - M Peirano
The Anthropology of Anthropology: the brazilian case - M Peirano
Confira e faça download no link ao lado (biblioteca)... E aproveite a leitura!
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Carta do Partido Verde francês em apoio a Dilma Rousseff
A candidatura de Marina Silva trouxe para o eleitorado de Dilma, a pupila de Lula, a grande surpresa do primeiro turno. É preciso saudar a novidade que representa a candidatura de Marina Silva que já lutava, desde o período de sete anos em que foi ministra do governo Lula, para fazer entrar verdadeiramente as questões ecológicas na pauta de preocupações do governo brasileiro de esquerda. Com sua presença no escrutínio, a diversidade de lutas sociais, de todas as minorias (sexuais, religiosas) encontrou uma voz.
O placar de 19% do total de votos para uma candidata independente, sem apoio de partidos poderosos, representa a segunda grande surpresa. Ele prova que o Brasil se transforma muito mais profundamente do que apenas no plano do crescimento econômico. Para a democracia e a cultura, este já é um passo considerável.
Na América Latina, da Colômbia ao Chile, e agora também no Brasil, para além dos diferentes contextos, as questões ecológicas entram definitivamente na pauta das eleições presidenciais, o que não é mais o caso na Europa. O Brasil é a sétima potência mundial. Nenhum europeu em sã consciência pode se desinteressar pelo que está em jogo para os destinos ecológicos e sociais do planeta.
Esta é a razão pela qual desejamos, através deste manifesto, expressar nossa inquietação. A batalha do segundo turno se anuncia bastante cerrada e, algo impensável até ontem, uma vitória da direita não está mais excluída. Na configuração de hoje, o partido verde está longe de ter a dimensão popular de Marina Silva. Algumas personalidades como Gilberto Gil, ele mesmo afiliado a este partido, conclamam a que se vote em Dilma sem ambiguidade. E nós compartilhamos desta posição. Prestemos bastante atenção ao seguinte: José Serra não é um social democrata de centro. Por trás dele, a direita brasileira vem mobilizando tudo o que há de pior em nossas sociedades: preconceitos sexistas, machistas e homofóbicos, junto com interesses econômicos os mais escusos e míopes. A direita sai do porão.
Contra as mulheres, as facções mais reacionárias das igrejas cristãs – incluindo aquela da mulher do candidato da direita que declarou publicamente que Dilma quer assassinar criancinhas – acusam a candidata de ser favorável ao aborto, mesmo que esta questão não faça parte de seu programa de governo, tampouco do programa do Partido dos Trabalhadores.Contra os homossexuais: o vice de Serra sustenta um discurso abertamente sexista e homofóbico. Contra os pobres: acusados de votar na esquerda por ignorância.
A esta panóplia, bem conhecida em toda parte, vem se juntar uma criminilização particularmente ignóbil por parte da direita das lutas de resistência contra a ditadura. Dilma tem sido alvo de campanhas anônimas na internet que acusam de terrorismo e de bandidagem por ter participado na luta contra o regime militar, ela que foi por este motivo presa e barbaramente torturada.
A mobilização da direita está completamente ligada aos interesses do agro-negócio, um vínculo sobre o qual o governo Lula tem sido ambíguo em alguns momentos. No entanto, uma vitória da direita representaria o triunfo do complexo agro-industrial e dos céticos em matéria de aquecimento global. Seria uma guinada à direita em direção à revisão do estatuto da floresta que começou a limitar a devastação na Amazônia e no Mato Grosso, e no asseguramento dos direitos indígenas sobre suas reservas, que no ano passado obtiveram uma importante vitória (Raposa Serra do Sol) referendada pela Corte Suprema do país, que reconheceu esses direitos. Vinte e duas reservas indígenas podem seguir este caminho de enfrentamento com o agro negócio da soja e do arroz transgênico.
Não permitamos que o voto libertário em Marina Silva paradoxalmente se transforme em uma catástrofe para as mulheres, para os direitos humanos e para os direitos da natureza!
No plano internacional, os aspectos mais inovadores da política Sul-Sul de Lula (certamente pelo fato de seu apoio a Ahamdinejad), seriam condenados ao ostracismo com um realinhamento com os Estados Unidos. Além de representar uma alternativa à fixação estéril em uma política de confronto entre Estados Unidos e China, esta política Sul-Sul se opõe às estratégias dos países do Norte de multiplicar as medidas de defesa dos direitos da propriedade intelectual em detrimento do acesso aos saberes, à internet (especialmente no âmbito da ACTA ).
Marina Silva recusou-se a manifestar apoio ao voto em Dilma. Pode-se compreender que seja um pouco difícil para ela se alinhar imediatamente com Dilma, com quem ela entrou em conflito enquanto no governo, e neste momento ela luta para evitar o alinhamento do partido verde com a direita, apesar da campanha virulenta contra ela por parte do PT.
Com efeito, os ecologistas estão travando, não só na Europa, como em vários países do mundo, um sério debate com os socialistas sobre a questão nuclear, sobre a OMC e o produtivismo agrícola e industrial, bem como o problema do aquecimento climático. No Brasil, agrega-se a todas essas questões uma dimensão – amplificada por sua urgência crucial – da luta contra as desigualdades. Pode-se compreender,portanto, a reserva de alguns ambientalistas em se alinharem com a candidata da esquerda.
Mas nossa experiência como força política e de oposição e governo na Europa nos permite afirmar a nossos companheiros brasileiros que, nas atuais circunstâncias do Brasil, a ancoragem na esquerda é a única possibilidade real de fazer avançar a causa ecológica: já vimos no que se tornou a 'Grenelle" – Ministério do Meio Ambiente, Desenvolvimento Sustentável, Energia e Transportes – na França com a direita.
Quanto às mulheres, às minorias étnicas, religiosas, sexuais, elas sabem aonde têm que se bater. A xenofobia, o racismo, a mobilização reacionária da religião são os perigosos instrumentos que a direita populista utiliza alegremente na Europa. É impossível acreditar que a esperança suscitada pelos dois mandatos presidenciais de Lula acabe terminando no segundo turno com a eleição do candidato da direita.
Dany Cohn Bendit (Alemanha) - co-presidente do grupo de deputados do Partido Verde no Parlamento europeu
Monica Frassoni (Itália) co-presidente do Partido Verde europeu
Philippe Lamberts (Bélgica)co-presidente do Partido Verde europeu
Dominique Voynet (França) Senadora, Prefeita da Cidade de Montreuil , ex-Ministra do Meio Ambiente
Yves Cochet – ( França) Deputado Nacional, ex-MInistro do Meio Ambiente (Gov. Jospin)
Noël Mamère (França) – Deputado Nacional e Prefeito de Bègles (Bordeaux)
José Bové (França) – Deputado europeu
Alain Lipietz (França) – dirigente dos Verdes e ex-deputado europeu
Jérôme Gleizes (França) – Dirigente da comissão internacional dos Verdes
Yann Moulier Boutang (França) Co-diretor da Revista Multitudes (Paris)
O placar de 19% do total de votos para uma candidata independente, sem apoio de partidos poderosos, representa a segunda grande surpresa. Ele prova que o Brasil se transforma muito mais profundamente do que apenas no plano do crescimento econômico. Para a democracia e a cultura, este já é um passo considerável.
Na América Latina, da Colômbia ao Chile, e agora também no Brasil, para além dos diferentes contextos, as questões ecológicas entram definitivamente na pauta das eleições presidenciais, o que não é mais o caso na Europa. O Brasil é a sétima potência mundial. Nenhum europeu em sã consciência pode se desinteressar pelo que está em jogo para os destinos ecológicos e sociais do planeta.
Esta é a razão pela qual desejamos, através deste manifesto, expressar nossa inquietação. A batalha do segundo turno se anuncia bastante cerrada e, algo impensável até ontem, uma vitória da direita não está mais excluída. Na configuração de hoje, o partido verde está longe de ter a dimensão popular de Marina Silva. Algumas personalidades como Gilberto Gil, ele mesmo afiliado a este partido, conclamam a que se vote em Dilma sem ambiguidade. E nós compartilhamos desta posição. Prestemos bastante atenção ao seguinte: José Serra não é um social democrata de centro. Por trás dele, a direita brasileira vem mobilizando tudo o que há de pior em nossas sociedades: preconceitos sexistas, machistas e homofóbicos, junto com interesses econômicos os mais escusos e míopes. A direita sai do porão.
Contra as mulheres, as facções mais reacionárias das igrejas cristãs – incluindo aquela da mulher do candidato da direita que declarou publicamente que Dilma quer assassinar criancinhas – acusam a candidata de ser favorável ao aborto, mesmo que esta questão não faça parte de seu programa de governo, tampouco do programa do Partido dos Trabalhadores.Contra os homossexuais: o vice de Serra sustenta um discurso abertamente sexista e homofóbico. Contra os pobres: acusados de votar na esquerda por ignorância.
A esta panóplia, bem conhecida em toda parte, vem se juntar uma criminilização particularmente ignóbil por parte da direita das lutas de resistência contra a ditadura. Dilma tem sido alvo de campanhas anônimas na internet que acusam de terrorismo e de bandidagem por ter participado na luta contra o regime militar, ela que foi por este motivo presa e barbaramente torturada.
A mobilização da direita está completamente ligada aos interesses do agro-negócio, um vínculo sobre o qual o governo Lula tem sido ambíguo em alguns momentos. No entanto, uma vitória da direita representaria o triunfo do complexo agro-industrial e dos céticos em matéria de aquecimento global. Seria uma guinada à direita em direção à revisão do estatuto da floresta que começou a limitar a devastação na Amazônia e no Mato Grosso, e no asseguramento dos direitos indígenas sobre suas reservas, que no ano passado obtiveram uma importante vitória (Raposa Serra do Sol) referendada pela Corte Suprema do país, que reconheceu esses direitos. Vinte e duas reservas indígenas podem seguir este caminho de enfrentamento com o agro negócio da soja e do arroz transgênico.
Não permitamos que o voto libertário em Marina Silva paradoxalmente se transforme em uma catástrofe para as mulheres, para os direitos humanos e para os direitos da natureza!
No plano internacional, os aspectos mais inovadores da política Sul-Sul de Lula (certamente pelo fato de seu apoio a Ahamdinejad), seriam condenados ao ostracismo com um realinhamento com os Estados Unidos. Além de representar uma alternativa à fixação estéril em uma política de confronto entre Estados Unidos e China, esta política Sul-Sul se opõe às estratégias dos países do Norte de multiplicar as medidas de defesa dos direitos da propriedade intelectual em detrimento do acesso aos saberes, à internet (especialmente no âmbito da ACTA ).
Marina Silva recusou-se a manifestar apoio ao voto em Dilma. Pode-se compreender que seja um pouco difícil para ela se alinhar imediatamente com Dilma, com quem ela entrou em conflito enquanto no governo, e neste momento ela luta para evitar o alinhamento do partido verde com a direita, apesar da campanha virulenta contra ela por parte do PT.
Com efeito, os ecologistas estão travando, não só na Europa, como em vários países do mundo, um sério debate com os socialistas sobre a questão nuclear, sobre a OMC e o produtivismo agrícola e industrial, bem como o problema do aquecimento climático. No Brasil, agrega-se a todas essas questões uma dimensão – amplificada por sua urgência crucial – da luta contra as desigualdades. Pode-se compreender,portanto, a reserva de alguns ambientalistas em se alinharem com a candidata da esquerda.
Mas nossa experiência como força política e de oposição e governo na Europa nos permite afirmar a nossos companheiros brasileiros que, nas atuais circunstâncias do Brasil, a ancoragem na esquerda é a única possibilidade real de fazer avançar a causa ecológica: já vimos no que se tornou a 'Grenelle" – Ministério do Meio Ambiente, Desenvolvimento Sustentável, Energia e Transportes – na França com a direita.
Quanto às mulheres, às minorias étnicas, religiosas, sexuais, elas sabem aonde têm que se bater. A xenofobia, o racismo, a mobilização reacionária da religião são os perigosos instrumentos que a direita populista utiliza alegremente na Europa. É impossível acreditar que a esperança suscitada pelos dois mandatos presidenciais de Lula acabe terminando no segundo turno com a eleição do candidato da direita.
Dany Cohn Bendit (Alemanha) - co-presidente do grupo de deputados do Partido Verde no Parlamento europeu
Monica Frassoni (Itália) co-presidente do Partido Verde europeu
Philippe Lamberts (Bélgica)co-presidente do Partido Verde europeu
Dominique Voynet (França) Senadora, Prefeita da Cidade de Montreuil , ex-Ministra do Meio Ambiente
Yves Cochet – ( França) Deputado Nacional, ex-MInistro do Meio Ambiente (Gov. Jospin)
Noël Mamère (França) – Deputado Nacional e Prefeito de Bègles (Bordeaux)
José Bové (França) – Deputado europeu
Alain Lipietz (França) – dirigente dos Verdes e ex-deputado europeu
Jérôme Gleizes (França) – Dirigente da comissão internacional dos Verdes
Yann Moulier Boutang (França) Co-diretor da Revista Multitudes (Paris)
sábado, 23 de outubro de 2010
A bolinha de papel e o autoritarismo da Rede Globo
O que mais me revolta com a parcialidade do jornalismo “Rede Globo” é o seu editorial, elaborado a partir do pressuposto de que o seu telespectador é burro ou idiota. Pelo menos foi assim que eu me senti diante da forma como os jornalistas dessa rede de televisão apresentaram a cena do suposto “ataque” ao Serra. Outras centrais de jornalismo já haviam denunciado a farsa, mas a Globo resolveu insistir na mentira. E o pior é que buscou legitimar o seu erro a partir de imagens feitas com um celular! É claro que o uso de um perito (da casa) para comentar imagens borradas deu um tom de verdade à notícia que, de outra forma, seria mais hilária do que propriamente jornalística. As imagens de celular eram péssimas. Não havia como identificar o tal objeto que aparece na cena, que poderia, inclusive, ser perfeitamente outra bolinha de papel. Todos tivemos a oportunidade de averiguar por conta própria a inexistência de marcas físicas ou qualquer outro indício de que Serra teria sido agredido por algum objeto diferente de uma simples bolinha de papel. O fato é que, segundos após a suposta agressão, a sua careca estava completamente intacta! Não havia sequer uma única marca que denunciasse o impacto do tal objeto fictício que os jornalistas da globo tentaram de todas as formas transformar em verdade. Manipular desta forma a notícia, principalmente em época de eleição, tem se tornado uma atividade cotidiana no telejornalismo desta emissora de televisão.
Foi exatamente devido a este tipo de manipulação que o Lula não se elegeu presidente, em 1989, quando a Globo apoiou e fez de tudo para eleger Collor o primeiro presidente do país. Mas a maior irônia veio alguns anos depois, quando a mesma emissora transmitiu com certa demagogia o movimento dos “caras pintadas” e tirou o maior proveito possível do momento político que o seu antigo aliado estava vivendo. Esse é o problema com a rede globo: a sua total falta de ética.
O mesmo ocorre com a questão da censura. Afinal, a rede globo conviveu perfeitamente com o regime militar. E agora se apresenta ao público como suposta vítima de censura toda vez que se fala em alguma forma de controle social (e democrático) da mídia no Brasil, um direito constitucional de todos os brasileiros. Apesar de ter sido uma das principais beneficiadas com o contexto de censura da década de 1970, a rede globo usa (de forma hipócrita) esse período para impedir qualquer forma de regulamentação do uso do poder da mídia no Brasil.
Com isso, quem continua perdendo é o povo brasileiro, que vai continuar sendo vítima do
(ab)uso autoritário dos meios de comunicação no Brasil.
Foi exatamente devido a este tipo de manipulação que o Lula não se elegeu presidente, em 1989, quando a Globo apoiou e fez de tudo para eleger Collor o primeiro presidente do país. Mas a maior irônia veio alguns anos depois, quando a mesma emissora transmitiu com certa demagogia o movimento dos “caras pintadas” e tirou o maior proveito possível do momento político que o seu antigo aliado estava vivendo. Esse é o problema com a rede globo: a sua total falta de ética.
O mesmo ocorre com a questão da censura. Afinal, a rede globo conviveu perfeitamente com o regime militar. E agora se apresenta ao público como suposta vítima de censura toda vez que se fala em alguma forma de controle social (e democrático) da mídia no Brasil, um direito constitucional de todos os brasileiros. Apesar de ter sido uma das principais beneficiadas com o contexto de censura da década de 1970, a rede globo usa (de forma hipócrita) esse período para impedir qualquer forma de regulamentação do uso do poder da mídia no Brasil.
Com isso, quem continua perdendo é o povo brasileiro, que vai continuar sendo vítima do
(ab)uso autoritário dos meios de comunicação no Brasil.
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Oportunidades para Antropólogos...
SIAS busca Professor assistente
A Universidade de Oklahoma Escola de Estudos Internacionais e Espaço (SIAS) anuncia a busca de professor assistente. Inscrições até 22 de outubro de 2010. Informações: http://www.ou.edu/sias.
Concurso para docente na UNILA
A Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA) abre concurso público para 21 vagas para professores mestres e doutores nas seguintes áreas: Antropologia (2 vagas); Artes; Música; Economia; Estatística; Informática; Física Aplicada; Geografia Humana; Desenvolvimento Rural; Língua Espanhola; Língua Portuguesa; Língua Inglesa; Língua Francesa; Literatura Latino-Americana; Matemática; Química; e Relações Internacionais e Integração. Inscrições: até 22 de outubro de 2010. Informações: http://www.unila.edu.br/sites/default/files/Edital%20N%C2%BA.%2008_10%20Concurso%20Docentes%20Unila%20DOU%2020100923.pdf.
Ministério da Educação contrata consultores
O Ministério da Educação está contratando consultores para coordenar os seguintes territórios etnoeducacionais: Xavante e Oeste de Mato Grosso, Timbira, Nordeste, Pará, Xingu e Karajá e Conesul. Inscrições: 17 a 23 de outubro de 2010.
Informações: http://www.fnde.gov.br/ / dipro_cgpci_contratos@fnde.gov.br.
Contratação para elaboração de relatório Antropológico - MDA Florianópolis/SC
Contratação de pessoa(s) física(s) e/ou empresa(s) jurídica(s) especializada(s), visando a prestação de serviços de Elaboração de Relatório Antropológico, em 06 (seis) Comunidades Remanescentes de Quilombo. Inscrições: 11 de outubro a 28 de outubro de 2010.
Informações: http://www.comprasnet.gov.br/ / 48 3733-3506.
Estágio voluntário no Grupo de Pesquisa em Antropologia e Sociologia - UFPB
O Grupo de Pesquisa em Antropologia e Sociologia das Emoções (GREM) - DCS/CCS/CCHLA/UFPB abriu inscrições para estágio voluntário na linha de pesquisa: Medos e Cotidiano das Emoções. Inscrições até 29 de outubro de 2010.
Informações: https://spreadsheets.google.com/viewform?formkey=dG1ucmdlQ1hzbGZlakFMMVZFaS1DNFE6MQ / rei.grem@terra.com.br.
Universidade de Michigan busca Professor
O Departamento de Línguas Românticas e Literaturas do Centro de Estudos afro-americanos e Africano da Universidade de Michigan convida candidatos qualificados para oferecer cursos de literatura afro-brasileira, cultura, cinema, religião e/ou política e para ministrar cursos de conteúdo em Português e em Inglês. Inscrições até 01 de novembro de 2010. Informações: fayemp@umich.edu.
Concurso para docente na UNESP
Edital de Concurso Público para Professor Assistente Doutor do Departamento de antropologia, política e filosofia na Universidade estadual Paulista.
Disciplinas: introdução à Antropologia; fundamentos do evolucionismo; Antropologia social e cultural; escola francesa de Antropologia; Antropologia brasileira; Antropologia estrutural; métodos e técnicas de pesquisa aplicada: Antropologia ; temas clássicos de Antropologia e temas de Antropologia contemporânea. Inscrições: 01 de outubro a 03 de novembro de 2010. Informações:
http://www.fclar.unesp.br/rh/concursos_docentes_doutor.php.
Fonte: Informativo da Associação Brasileira de Antropologia (ABA)
A Universidade de Oklahoma Escola de Estudos Internacionais e Espaço (SIAS) anuncia a busca de professor assistente. Inscrições até 22 de outubro de 2010. Informações: http://www.ou.edu/sias.
Concurso para docente na UNILA
A Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA) abre concurso público para 21 vagas para professores mestres e doutores nas seguintes áreas: Antropologia (2 vagas); Artes; Música; Economia; Estatística; Informática; Física Aplicada; Geografia Humana; Desenvolvimento Rural; Língua Espanhola; Língua Portuguesa; Língua Inglesa; Língua Francesa; Literatura Latino-Americana; Matemática; Química; e Relações Internacionais e Integração. Inscrições: até 22 de outubro de 2010. Informações: http://www.unila.edu.br/sites/default/files/Edital%20N%C2%BA.%2008_10%20Concurso%20Docentes%20Unila%20DOU%2020100923.pdf.
Ministério da Educação contrata consultores
O Ministério da Educação está contratando consultores para coordenar os seguintes territórios etnoeducacionais: Xavante e Oeste de Mato Grosso, Timbira, Nordeste, Pará, Xingu e Karajá e Conesul. Inscrições: 17 a 23 de outubro de 2010.
Informações: http://www.fnde.gov.br/ / dipro_cgpci_contratos@fnde.gov.br.
Contratação para elaboração de relatório Antropológico - MDA Florianópolis/SC
Contratação de pessoa(s) física(s) e/ou empresa(s) jurídica(s) especializada(s), visando a prestação de serviços de Elaboração de Relatório Antropológico, em 06 (seis) Comunidades Remanescentes de Quilombo. Inscrições: 11 de outubro a 28 de outubro de 2010.
Informações: http://www.comprasnet.gov.br/ / 48 3733-3506.
Estágio voluntário no Grupo de Pesquisa em Antropologia e Sociologia - UFPB
O Grupo de Pesquisa em Antropologia e Sociologia das Emoções (GREM) - DCS/CCS/CCHLA/UFPB abriu inscrições para estágio voluntário na linha de pesquisa: Medos e Cotidiano das Emoções. Inscrições até 29 de outubro de 2010.
Informações: https://spreadsheets.google.com/viewform?formkey=dG1ucmdlQ1hzbGZlakFMMVZFaS1DNFE6MQ / rei.grem@terra.com.br.
Universidade de Michigan busca Professor
O Departamento de Línguas Românticas e Literaturas do Centro de Estudos afro-americanos e Africano da Universidade de Michigan convida candidatos qualificados para oferecer cursos de literatura afro-brasileira, cultura, cinema, religião e/ou política e para ministrar cursos de conteúdo em Português e em Inglês. Inscrições até 01 de novembro de 2010. Informações: fayemp@umich.edu.
Concurso para docente na UNESP
Edital de Concurso Público para Professor Assistente Doutor do Departamento de antropologia, política e filosofia na Universidade estadual Paulista.
Disciplinas: introdução à Antropologia; fundamentos do evolucionismo; Antropologia social e cultural; escola francesa de Antropologia; Antropologia brasileira; Antropologia estrutural; métodos e técnicas de pesquisa aplicada: Antropologia ; temas clássicos de Antropologia e temas de Antropologia contemporânea. Inscrições: 01 de outubro a 03 de novembro de 2010. Informações:
http://www.fclar.unesp.br/rh/concursos_docentes_doutor.php.
Fonte: Informativo da Associação Brasileira de Antropologia (ABA)
Eventos "Antroposimétricos"
Diálogos Urbanos: dinâmicas e subjetividades
Data: 23 de outubro de 2010
Local: FAFIC/UERN – Mossoró/ RN
Informações: http://semanahumanidades.blogspot.com/
1° Seminário Temático de Antropologia e Saúde - Saber Cuidar: temáticas da saúde numa perspectiva interdisciplinar
Data: 08 a 11 de novembro de 2010
Local: Faculdade de Filosofia e Ciências da UNESP, Campus de Marília/SP
Informações: www.marilia.unesp.br/eventos / 14 3402-1306
Seminário Internacional de Sociologia: 50 anos de Brasília e 40 anos do PGSOL
Data: 09 a 12 de novembro de 2010
Local: Prédio da Fiocruz, localizado no Campus da UnB
Informações: http://www.prealasunb2010.com.br/
Seminários do DAN: “Natureza e modernidade: o caso da nação brasileira”
Data: 01 de dezembro de 2010
Local: Sala de Reuniões do Departamento de Antropologia - UnB - ICC Centro (Sobreloja)
Informações: dan@unb.br / 61 3307-3006
Knowledge and Value in a Globalising World. Disentangling Dichotomies, Querying Unities
Data: 05 a 08 de julho de 2011
Local: University of Western Australia in Perth from.
Informações: http://www.anthropology.arts.uwa.edu.au/
Fonte: Informativo da Associação Brasileira de Antropologia (ABA)
Data: 23 de outubro de 2010
Local: FAFIC/UERN – Mossoró/ RN
Informações: http://semanahumanidades.blogspot.com/
1° Seminário Temático de Antropologia e Saúde - Saber Cuidar: temáticas da saúde numa perspectiva interdisciplinar
Data: 08 a 11 de novembro de 2010
Local: Faculdade de Filosofia e Ciências da UNESP, Campus de Marília/SP
Informações: www.marilia.unesp.br/eventos / 14 3402-1306
Seminário Internacional de Sociologia: 50 anos de Brasília e 40 anos do PGSOL
Data: 09 a 12 de novembro de 2010
Local: Prédio da Fiocruz, localizado no Campus da UnB
Informações: http://www.prealasunb2010.com.br/
Seminários do DAN: “Natureza e modernidade: o caso da nação brasileira”
Data: 01 de dezembro de 2010
Local: Sala de Reuniões do Departamento de Antropologia - UnB - ICC Centro (Sobreloja)
Informações: dan@unb.br / 61 3307-3006
Knowledge and Value in a Globalising World. Disentangling Dichotomies, Querying Unities
Data: 05 a 08 de julho de 2011
Local: University of Western Australia in Perth from.
Informações: http://www.anthropology.arts.uwa.edu.au/
Fonte: Informativo da Associação Brasileira de Antropologia (ABA)
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Ironias da Veja - eleições 2010
O oportunismo sensacionalista da revista VEJA realmente não tem limite. Conforme já foi mencionado diversas vezes neste blog, esse veículo de comunicação vem fazendo um serviço sistemático de desinformação da sociedade. Um bom exemplo foi o posicionamento desta revista em relação à polêmica do aborto, um assunto que merece uma abordagem séria devido aos vários fatores (muitas vezes contraditórios) envolvendo esse tema. Como muitos de vocês devem ter acompanhado, a VEJA publicou recentemente uma matéria sobre as supostas declarações de Dilma sobre a questão do aborto. A matéria, como era de se esperar, buscou usar a polêmica para atacar a candidata do PT:
No entanto, conforme podemos ver logo abaixo, A MESMA REVISTA publicou outra matéria, em setembro de 1997, amplamente favorável ao aborto, inclusive, trazendo o depoimento de várias "celebridades" sobre o assunto (Ver abaixo).
Na primeira matéria, os jornalistas exploram o lado moral do problema, sem abordar as questões socioculturais. A matéria tem um tom de denúncia e busca desmoralizar a candidata Dilma. Não existe nenhum compromisso ético em explorar os vários fatores que estão por trás de um fenômeno tão complexo como o aborto. Bem diferente foi a atitude da mesma revista, em um contexto diferente do eleitoral. Na matéria publicada em 1997, os jornalistas exploram as várias questões relacionadas ao aborto a partir do depoimento de várias pessoas que enfrentaram esse problema em suas próprias vidas. É lamentável que uma questão séria como esta esteja sendo tratada de forma oportunista e sem nenhum compromisso ético. Acho que as mulheres brasileiras precisam contar suas histórias. Precisamos ouvir mais as mulheres, ouvir seus depoimentos, entender a complexidade de cada caso e ao mesmo tempo buscar entender como essas histórias estão entrelaçadas. Este é o momento mais oportuno para discutirmos este problema com seriedade, em um ambiente democrático, onde todos os setores da sociedade possam expressar seu posicionamento, debater e discutir idéias. Não podemos tratar o assunto do ponto de vista moralista (seja ele religioso ou não). E a mídia não tem o direito de tentar "lucrar" com o drama de milhões de brasileiras. O bom jornalismo é aquele que explora os diferentes lados da história. É realmente uma pena que sejamos obrigados a conviver com o autoritarismo de certos veículos de comunicação. Isso não condiz com o ambiente democrático. Enquanto o Brasil não resolver o problema dos meios de comunicação nunca vamos conseguir construir uma sociedade verdadeiramente democrática. O poder de comunicar e gerar debates, reflexões e opiniões não pode ficar concentrado na mão de poucos coletivos. É preciso discutir o controle social da mídia, um preceito constitucional de extrema importância para o Brasil. Mas precisamos abordar essa questão de maneira séria. Um bom caminho seria buscar diferenciar o "controle social" do autoritarismo exercido durante os governos militares. Na época a decisão de censura estava nas mãos de um pequeno grupo de pessoas e era exercida de forma autoritária. Não havia discussão com a sociedade. Hoje, no entanto, já não vivemos mais neste contexto. A democracia permite discutirmos critérios éticos, culturais, sociais que devem ser levados em conta por aqueles que controlam os meios de comunicação. O bom jornalismo precisa ser valorizado. É preciso buscar retomar os fundamentos éticos que foram abandonados pelo ritmo frenético dos editorais, preocupados unicamente com o lucro. É preciso buscar uma harmonia entre os vários interesses em jogo, principalmente, sobre o exercício do direito de imagem e do acesso aos meios de comunicação. quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Novidades na Biblioteca "Antroposimetrica"
Foram postados os seguintes textos na biblioteca "antroposimetrica" (veja no link ao lado):
A Relativistic Account of Einstein's Relativity - B. Latour
Technical Work and Critical Inquiry: investigation in a Scientific Laboratory - M. Lynch
Random Walk Models for the Spyke Activity of a Single Neuron - Mandelbrot
The Evolution and Structure of Science and Technology in Sri Lanka - Amaradasa e Silva
Tunisian Science in Search of Legitimacy - Sno
The Capacity for innovation and the Trajectory of the Indian IT Industry - Sridharan
Cartography and Science in Early Modern Europe: mapping the construction of knowledge spaces - Turnbull
Geopolítica da Amazônia - B. Becker
A Fumaça do Metal: História e Representações do Contato entre os Yanomami - B. Albert
Multilingualism in the Northwest Amazon - A. P. Sorensen
Recent Ethnography of Indigenous Northern Lowland South America - J. Jackson
A preliminary study of space and time perspective in Northern Colombia - Reichel-Dolmatoff
O que é ecologia de paisagens - J. P. Metzger
Biopiratas e Biocolonialistas - O. C. Sáez
The Possession of Kuru: Medical Science and Biocolonial Exchange - W. Anderson
A Relativistic Account of Einstein's Relativity - B. Latour
Technical Work and Critical Inquiry: investigation in a Scientific Laboratory - M. Lynch
Random Walk Models for the Spyke Activity of a Single Neuron - Mandelbrot
The Evolution and Structure of Science and Technology in Sri Lanka - Amaradasa e Silva
Tunisian Science in Search of Legitimacy - Sno
The Capacity for innovation and the Trajectory of the Indian IT Industry - Sridharan
Cartography and Science in Early Modern Europe: mapping the construction of knowledge spaces - Turnbull
Geopolítica da Amazônia - B. Becker
A Fumaça do Metal: História e Representações do Contato entre os Yanomami - B. Albert
Multilingualism in the Northwest Amazon - A. P. Sorensen
Recent Ethnography of Indigenous Northern Lowland South America - J. Jackson
A preliminary study of space and time perspective in Northern Colombia - Reichel-Dolmatoff
O que é ecologia de paisagens - J. P. Metzger
Biopiratas e Biocolonialistas - O. C. Sáez
The Possession of Kuru: Medical Science and Biocolonial Exchange - W. Anderson
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