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segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Seminários Externos do NUPECS - Profº Drº Guilherme Sá (UnB)

O Instituto de Ciências Sociais, o NUPECS, o PETI-CS e o Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Universidade Federal de Uberlândia promovem, nesta quarta-feira, 13/11/2013, às 17hrs, no auditório 5O-C, no Campus Santa Mônica, mais uma edição dos "Seminários Externos do NUPECS", sob coordenação dos professores Diego Soares da Silveira e Antônio Petean.

Na ocasião, o Profº Drº Guilherme da Silva e Sá - do Departamento e do Programa de Pós-Graduação em Antropologia da Universidade de Brasília (UnB) - estará ministrando o seminário "Antropologia de Coletivos Humanos e Animais: etnografia e simetria".


Guilherme da Silva e Sá é mestre e doutor em antropologia social pelo Programa de Pós-Graduação do Museu Nacional/UFRJ. Atualmente é professor adjunto II do DAN/UnB, líder do Grupo de Pesquisa "Laboratório da Ciência e da Técnica" (LACT), tendo publicado recentemente "No mesmo galho: antropologia de coletivos humanos e animais" (7Letras, 2013). Sua área de pesquisa é a antropologia da ciência e tecnologia, com enfase nas relações entre humanos e não-humanos, natureza-cultura.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Riquezas Intangíveis de Pessoas Partíveis - Vanessa Lea

Foi publicado, recentemente, pela editora da Universidade de São Paulo, o livro "Riquezas Intangíveis de Pessoas Partíveis: os Mebêngôkre (Kayapó) do Brasil Central", de autoria da etnóloga Vanessa Lea. A autora focaliza a análise nas relações que conectam as pessoas no processo de transmissão de nomes e riquezas (nekretx) no âmbito das redes associadas às matricasas mebêngôkre, argumentando que os Metyktire (subgrupo mebêngôkre) são matrilineares, diferentemente do que apontam estudos realizados nas décadas de 1970/80. Essa análise é inspirada nas reflexões de Lévi-Strauss sobre as "sociedades de casas" e de Marilyn Strathern sobre a circulação de riquezas na Nova Guiné. O livro descreve as práticas de nominação dos mebêngôkre, que costumam transmitir um conjunto variado de nomes (bonitos, comuns e de brincadeira) e nekretx para as gerações mais novas, através de longas cerimônias organizadas para esta finalidade. De leitura agradável, o texto aborda um tema central na vida mebêngôkre a partir de uma perspectiva etnográfica permeada por análises teóricas de maior fôlego, permitindo comparações com outras sociedades Jê do Brasil Central.

A publicação já está disponível nas livrarias. Segue abaixo um pequeno trecho da introdução do livro (para divulgação):

"De modo geral, há pouca relutância em aceitar os bens industrializados. Como será demonstrado em outros capítulos, a incorporação de bens de fora de sua sociedade sempre fez parte da cultura Mebêngôkre. Por exemplo, muitos anos atrás aprenderam com os índios Yudjá a construir canoas. Os Metyktire afirmam querer coisas de kube, mesmo coisas que eles mesmos fabricam, como fio de algodão vermelho. Raciocinam afirmando que gostam das coisas do kube como os kube gostam de coisas de índio - bordunas, colares, cocares, cestos, etc.

Os Metyktire me bombardearam com perguntas sobre a confecção de cobertores, panelas de metal, canetas, papel etc. Estavam incrédulos que eu pudesse usar coisas sem nunca ter observado como são fabricadas. Suspeitavam que havia alguma espécie de especialização, perguntando, por exemplo, se os kube americanos são aqueles que manufaturavam cartuchos caibre 38. Um homem perguntou se aqueles que fazem velas ficam ricos, devido ao preço relativamente alto das velas, ou se as dão de graça (kajgô).

A noção de dinheiro é ainda mais enigmática e misteriosa. O chefe Metyktire me perguntaram quem fabrica dinheiro, como e onde. O chefe em Kretire queria saber quem é o dono do dinheiro e para que o utiliza. Um homem alegou que os kube precisam simplesmente (tu) dar coisas aos índios porque têm dinheiro no banco, que recebem do chefe grande; para obtê-los basta fazer fila. Os Metyktire pedem dinheiro para qualquer visitante kube argumentando que os 'índios não têm dinheiro'. (...)

No início da minha estada com os Metyktire me decepcionou o fato de eles falarem dia e noite sobre nekretx, referindo-se aos bens industrializados. Para europeus, pós-1968 como eu, sociedades ameríndias representavam a possibilidade de viver em harmonia com a natureza, e de oferecerem alternativas às mazelas da sociedade pós-industrial. Estava intrigada em saber por que os bens industrializados eram designados por uma palavra tão evidentemente mebêngôkre, e então decidi investigar a etimologia de nekretx. Isso significou mergulhar num mundo fantástico, digno da imaginação de Borges. Fui seduzida pela riqueza (nekretx) dos Mebêngôkre ao ponto de torná-lo o objeto principal de minha pesquisa. Nekretx e o sistema onomástico dos Mebêngôkre são dois lados da mesma moeda: ambos são fundamentais para entender a organização social dos Mebêngôkre porque implicam um conceito de casa como pessoa jurídica (personne morale, em francês), composta de pessoas partíveis (conforme será esclarecido a seguir)."


Referência: LEA, Vanessa. 2012. Riquezas Intangíveis de Pessoas Partíveis: os Mebêngôkre (Kayapó) do Brasil Central. São Paulo: Editora Edusp.      

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Movimento Gota D'água e Belo Monte

"Belo Monte foi superdimensionada. A capacidade de 11,2 mil MW só estará disponível durante três meses do ano. Nos meses de setembro e outubro, quando o rio Xingu fica naturalmente mais seco, a capacidade instalada aproveitável da hidroelétrica não será maior do que 1.088 MW médios. Por que, então, manter essa capacidade instalada total, que representará um custo de investimento da ordem de R$ 30 bilhões, com o aporte financeiro do BNDES, que se dispõe a financiar 80% do custo?" - Célio Bernann (Instituto de Eletrotécnica e Energia da USP, em entrevista para edição especial da Scientific American).

A resposta de Célio é simples: Belo Monte é apenas a ponta de um iceberg muito maior que vem por aí, um conjunto de hidroelétricas planejadas para a região do Xingu. A obra faz parte de um planejamento governamental muito mais amplo, um projeto 'estratégico' associado a forma como os nossos representantes políticos vêm a nossa matriz energética e o nosso modelo de desenvolvimento.

No ideário político de Dilma, o impacto da hidroelétrica sobre a vida de índios e ribeirinhos que vivem na região é algo inevitável diante da demanda por desenvolvimento, um "sacrifício" em nome do crescimento econômico. Esse posicionamento político conta com o suporte do imaginário nacional sobre os índios e ribeirinhos, geralmente percebidos como um obstáculo ou anacronia que deve ser superada.    

Ao mesmo tempo, o governo e os principais interessados na construção de Belo Monte têm abordado a questão por um viés "terrorista", alarmando a população de que 'sem Belo Monte vai faltar energia elétrica na casa das pessoas', o chamado 'risco do apagão'.

Mas será que é assim mesmo? Como saber, se não nos é dado o direito de discutir e debater a questão? Afinal, boa parte da população não tem a menor ideia de onde vem a energia elétrica consumida em suas casas e nunca conheceu os povos indígenas e ribeirinhos que vivem na região, seu modo de vida e a forma como eles dependem e usam a floresta e os rios que estão sob risco de destruição. Da mesma forma, desconhecemos os interesses econômicos envolvidos na construção de Belo Monte. O que sabemos é que a obra está sendo financiada com recursos públicos. Isto significa que pessoas assim como eu e você é que estão financiando Belo Monte. Agora, o difícil é visualizar quem está lucrando com a construção de Belo Monte. Quais são as empresas que compõe o consórcio responsável pela obra? Quais são os interesses econômicos envolvidos na questão? Quem sabe? Alguém sabe? Ninguém sabe?

Porque não podemos usar o caso da hidroelétrica Belo Monte para avaliar e refletir sobre a nossa matriz energética, a forma como ela foi concebida, os potenciais e as alternativas existentes, os caminhos alternativos que podemos visualizar a médio e longo prazo? Será que o passaporte para o desenvolvimento do Brasil reside necessariamente na destruição da Amazônia e dos povos que habitam suas matas e rios? Será que realmente não existem outras alternativas de geração de energia elétrica? Quais são os investimentos e as políticas públicas que estão sendo adotadas com a finalidade de buscar outros caminhos de geração de energia? Será que a energia hidroelétrica é realmente uma fonte "limpa"? Porque não podemos discutir essa questão? Será que não existem caminhos mais sustentáveis para garantir o tão aclamado desenvolvimento? As pessoas diretamente afetadas pela obra estão sendo devidamente consultadas, conforme determina a nossa Constituição?

É exatamente esse o questionamento que orienta o movimento "Gota D'água", que assumiu a polêmica em torno da construção de Belo Monte como sua primeira ação de sensibilização do público mais amplo para os problemas socioambientais enfrentados pela nossa sociedade. Com apoio de um seleto grupo de atores "globais", o movimento pretende envolver o cidadão comum no debate, para que ele busque mais informações e se posicione.

A ação é motivada pela forma estereotipada em que a mídia tem abordado os conflitos socioambientais oriundos da ampliação das frentes desenvolvimentistas na Amazônia e no centro-oeste. As reivindicações dos povos indígenas, ribeirinhos e ambientalistas são retratadas como uma anacronia sem sentido, um movimento "bárbaro" contra o desenvolvimento da sociedade brasileira. Mas será que destruir os rios e as matas que sustentam os povos que vivem na região é uma atitude "civilizada"? Não faz parte do caráter bárbaro o desrespeito e a insensibilidade com a alteridade cultural? A forma como a questão é apresentada (e editada) mostra a construção de Belo Monte como a única alternativa para a geração de energia elétrica. A sobreposição de notícias leva o espectador a acreditar que esse é a única garantia de que ele continuará tendo acesso aos benefícios da eletricidade, base material sem a qual não haveria como manter e reproduzir o modo de vida urbano e capitalista. Como podemos ver, a nossa atual matriz energética é legitimada nos meios de comunicação de massa a partir de um marketing "velado", composto nem tanto pelo conteúdo da notícia, mas pela forma como os eventos são narrados e associados entre si. As pessoas são levadas a crer que a energia hidroelétrica é o único caminho para a manutenção do seu meio de vida "moderno", urbano e capitalista. Mas, insisto, será assim mesmo?

Não sabemos e não temos como saber se não nos é dado o tempo necessário para debater e discutir a questão em um ambiente realmente democrático. A imposição desse modelo de desenvolvimento e sua respectiva matriz energética é um fato histórico da política nacional, resta saber se essa é, realmente, a única alternativa. No contexto da ditadura militar, as políticas e ações do governo eram impostas sobre a população, justificadas por um tecnicismo de "caserna" que sempre viu a Amazônia como um "território vazio" de conhecimento e pessoas, uma fonte de enriquecimento, desconhecendo o valor humanitário da sua conservação. Na época, não era permitido à população brasileira discutir ou questionar essa política. Inclusive, teve muita gente que pegou em armas contra o regime da exceção exatamente devido ao desmando dos militares e sua atitude anti-democrática. Vivíamos no período da censura totalitária, sem espaço para discussão e debate de opiniões.

Mas hoje vivemos em uma democracia e temos o direito de debater e discutir a nossa matriz energética! Energia não é um problema unicamente técnico, mas social e político. Inclusive, vale lembrar, existe muita controvérsia entre os engenheiros e cientistas sobre a viabilidade de Belo Monte, mas, infelizmente, a população não tem acesso a multiplicidade de visões e opiniões sobre o assunto. E não podemos nunca esquecer, sem acesso à informação não existe, de fato, exercício do direito de escolha, não existe democracia.

O movimento Gota D'água é uma inovação sensacional, pois faz uso dos meios de comunicação e marketing para produzir e disseminar a ideia de que precisamos debater a questão, principalmente, entre pessoas que dificilmente prestam atenção e se deixam sensibilizar pelo discurso de ambientalistas, antropólogos e lideranças políticas sobre os conflitos socioambientais na Amazônia. Afinal, é difícil imaginar a problemática sem ter contato ou experiência direta com a região e seus habitantes. Os problemas enfrentados por índios e ribeirinhos afetados pela construção de Belo Monte parecem distante - aparentemente - da realidade vivenciada nas grandes metrópoles. Para resolver esse impasse ou distanciamento emotivo (ou sentimental) do grande público, nada melhor do fazer uso de meios e recursos que possibilitem e facilitem a propagação das informações.

Os atores, músicos e artistas possuem um alcance carismático que está acima de todo e qualquer discurso teórico ou técnico, pois conseguem traduzir a problemática e a controvérsia em torno de nossa matriz energética para um grande número de pessoas, desempenhando um papel que deveria ser da mídia, conforme determina a função social dos meios de comunicação, preceito constitucional nunca observado na prática. O fato desses atores acreditarem na causa que estão ajudando a propagar torna o movimento mais legítimo ainda, potencializando ainda mais a sua mensagem.

Se você tem qualquer dúvida, por menor que seja, acesse o site do movimento no link abaixo, conduza suas próprias pesquisas em outras fontes de informação, discuta com seus familiares, amigos e vizinhos e - o mais importante - não deixe de se posicionar sobre o assunto!  

Acredite, você pode fazer a diferença! Ajude a salvar a Amazônia e os índios que habitam lá!

Link para o blog do movimento "Gota D'água":

http://movimentogotadagua.com.br/

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Xingu na Scientific American

Vale a pena conferir a edição especial da revista "Scientific American" (Brasil), intitulada "Patrimônio Cultural do Xingu: o começo do fim?". A revista aborda, sob diferentes perspectivas e cenários, a situação atual dos povos indígenas que vivem no Parque, reconhecido pela Unesco como um dos mais complexos e interessantes mosaicos linguísticos e culturais do mundo. Criado em 1961 pelo presidente Jânio Quadros, o Parque representa a primeira reserva indígena homologada pelo governo federal. Enquanto empreendimento humano e intelectual, a criação da área é reflexo do trabalho incessante e obstinado dos irmãos Villas Bôas pela preservação dos povos indígenas do centro-oeste, diante do avanço iminente da frente desenvolvimentista. Atualmente, a região abriga mais de cinco mil índios, provenientes de quatorze etnias diferentes, pertencentes as quatro grandes famílias linguísticas do Brasil.

A revista traz várias reportagens sobre o Parque, abordando o risco associado ao avanço de um processo de "povoamento" que teve início na década de 1940, no Estado Novo de Getúlio Vargas. Com o início da chamada "Marcha para o Oeste", levas de migrantes provenientes do sul do país foram incentivados a se deslocar para a região do entorno da área da reserva, hoje completamente ocupada por um arco de destruição ambiental, marcado pela agropecuária e pela agricultura (soja). O avanço desse arco e os seus efeitos na vida dos índios da região é denominado pelo jornalista Ulisses Capozzoli como "O Aperto da Sucuri", em alusão a situação em que se encontra atualmente a região, completamente cercada pelo avanço da agropecuária e da agricultura..

Outras reportagens abordam, entre outros assuntos: o posicionamento dos índios em relação à construção da Usina Hidroelétrica Belo Monte, no Pará; a relação dos irmãos Villas Bôas com o Parque e sua história; os problemas ocasionados pelo avanço do agronegócio; entrevistas com lideranças indígenas;  e um excelente artigo de Célio Bergmann, especialista em Sistema Energéticos, livre-docente do Instituto de Eletrotécnica e Energia da USP, sobre os aspectos técnicos da hidroelétrica Belo Monte.

A edição representa uma grande contribuição para o esclarecimento de diversas questões associadas ao polêmico debate em torno da construção de Belo Monte e outras hidroelétricas na Amazônia, além de trazer informações interessantes sobre a situação do Parque Indígena do Xingu e seus habitantes.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

O blog "Antropologia Associativa"

Foi lançado recentemente o blog "Antropologia Associativa", uma iniciativa do "Laboratório de Antropologia dos Processos de Associação", da Universidade Federal de São Carlos (UFsCar), sob coordenação do Profº. Pedro Ferreira. O site é ótimo e traz uma lista bibliográfica (c/ alguns dos textos disponíveis p/ download) sobre o tema dos "processos de associação". Vale apena conferir. Segue o texto de apresentação do laboratório e o link para acesso ao blog (também incluído na lista de blogs do "Antroposimetrica").

Link: http://antropologiassociativa.wordpress.com/

O Laboratório de Antropologia dos Processos de Associação (LAPA) é sediado no Departamento de Ciências Sociais (DCSo) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), sob a responsabilidade do Prof. Pedro P. Ferreira. A proposta do laboratório é fomentar pesquisas que, em busca de uma melhor apreensão dos processos de associação, envolvam tanto experimentação conceitual quanto fundamentação empírica.


Recolocado no centro das preocupações de cientistas sociais de diversas áreas pelos escritos de Bruno Latour, o estudo dos processos de associação exige a cuidadosa consideração das categorias e dos conceitos usados pelo investigador/analista. Por um lado, isso o aproxima de propostas “metassociológicas” como a Etnometodologia e de metodologias empíricas e documentais como a etnografia. Por outro lado, essa preocupação conceitual também aproxima o paradigma associativo de algumas vertentes filosóficas que se dedicaram a pensar a diferença, a individuação e a associação propriamente dita.

No geral, o estudo dos processos de associação privilegia a dimensão interacional e contextual das práticas sociais, ou seja, as maneiras como sociedades são concretizadas e vividas de diferentes maneiras nas práticas cotidianas dos agentes em diferentes contextos ou condições. Trata-se de um enfoque mais interessado nos processos de sociogênese do que na manutenção de ordens sociais já consolidadas. Trata-se, enfim, de um esforço para conhecer novas (ou renovadas) maneiras de coexistir sem reduzí-las aos conceitos e categorias já marcados por pressupostos sobre “o ser humano” ou “a sociedade”.

Mais especificamente, o estudo dos processos de associação toma como unidade de análise a ação associativa. Por ação associativa, entende-se qualquer ação categorizável, seja como uma associação de diferentes meios pela propagação de uma variação, seja como uma associação de um meio específico pela atualização de eventos de covariância. A ação associativa se manifesta, portanto, em duas modalidades: como composição de uma ou mais linhas de ação associativa pela propagação de uma variação por diferentes meios; e como associação de linhas de ação covariantes em um meio. Em ambos os casos, trata-se de rastrear um processo de associação e torná-lo acessível à análise, mas em um caso enquanto delineamento de uma ação associante e no outro enquanto especificação genética de uma associação.

Fonte: Blog "Antropologia Associativa"

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Oportunidades para Antropólogos...

SIAS busca Professor assistente


A Universidade de Oklahoma Escola de Estudos Internacionais e Espaço (SIAS) anuncia a busca de professor assistente. Inscrições até 22 de outubro de 2010. Informações: http://www.ou.edu/sias.

Concurso para docente na UNILA

A Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA) abre concurso público para 21 vagas para professores mestres e doutores nas seguintes áreas: Antropologia (2 vagas); Artes; Música; Economia; Estatística; Informática; Física Aplicada; Geografia Humana; Desenvolvimento Rural; Língua Espanhola; Língua Portuguesa; Língua Inglesa; Língua Francesa; Literatura Latino-Americana; Matemática; Química; e Relações Internacionais e Integração. Inscrições: até 22 de outubro de 2010. Informações: http://www.unila.edu.br/sites/default/files/Edital%20N%C2%BA.%2008_10%20Concurso%20Docentes%20Unila%20DOU%2020100923.pdf.

Ministério da Educação contrata consultores

O Ministério da Educação está contratando consultores para coordenar os seguintes territórios etnoeducacionais: Xavante e Oeste de Mato Grosso, Timbira, Nordeste, Pará, Xingu e Karajá e Conesul. Inscrições: 17 a 23 de outubro de 2010.
Informações: http://www.fnde.gov.br/ / dipro_cgpci_contratos@fnde.gov.br.

Contratação para elaboração de relatório Antropológico - MDA Florianópolis/SC

Contratação de pessoa(s) física(s) e/ou empresa(s) jurídica(s) especializada(s), visando a prestação de serviços de Elaboração de Relatório Antropológico, em 06 (seis) Comunidades Remanescentes de Quilombo. Inscrições: 11 de outubro a 28 de outubro de 2010.
Informações: http://www.comprasnet.gov.br/ / 48 3733-3506.

Estágio voluntário no Grupo de Pesquisa em Antropologia e Sociologia - UFPB

O Grupo de Pesquisa em Antropologia e Sociologia das Emoções (GREM) - DCS/CCS/CCHLA/UFPB abriu inscrições para estágio voluntário na linha de pesquisa: Medos e Cotidiano das Emoções. Inscrições até 29 de outubro de 2010.
Informações: https://spreadsheets.google.com/viewform?formkey=dG1ucmdlQ1hzbGZlakFMMVZFaS1DNFE6MQ / rei.grem@terra.com.br.


Universidade de Michigan busca Professor

O Departamento de Línguas Românticas e Literaturas do Centro de Estudos afro-americanos e Africano da Universidade de Michigan convida candidatos qualificados para oferecer cursos de literatura afro-brasileira, cultura, cinema, religião e/ou política e para ministrar cursos de conteúdo em Português e em Inglês. Inscrições até 01 de novembro de 2010. Informações: fayemp@umich.edu.

Concurso para docente na UNESP

Edital de Concurso Público para Professor Assistente Doutor do Departamento de antropologia, política e filosofia na Universidade estadual Paulista.

Disciplinas: introdução à Antropologia; fundamentos do evolucionismo; Antropologia social e cultural; escola francesa de Antropologia; Antropologia brasileira; Antropologia estrutural; métodos e técnicas de pesquisa aplicada: Antropologia ; temas clássicos de Antropologia e temas de Antropologia contemporânea. Inscrições: 01 de outubro a 03 de novembro de 2010. Informações:

http://www.fclar.unesp.br/rh/concursos_docentes_doutor.php.

Fonte: Informativo da Associação Brasileira de Antropologia (ABA)

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Blog de Mauro W. Barbosa de Almeida

Vale apena conferir o blog do antropólogo Mauro W. Barbosa de Almeida, onde estão disponibilizados textos de sua autoria. O trabalho de Mauro tem relação com a proposta de uma antropologia simétrica e alguns temas presentes em seus últimos textos - ontologia, redes, pragmatismo - fornecem um caminho interessante para pensar problemáticas atuais do campo da antropologia da ciência e da etnologia.

Link: http://mwba.wordpress.com/

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Blog do John Law

Para quem não conhece e tem interesse pelo tema da antropologia simétrica, vale apena dar uma olhada no blog do John Law, um dos princípias teóricos da Actor-Network Theory (ANT) junto com Latour e Callon. No Blog, existem vários artigos disponíveis para baixar. O link está na minha lista de blogs e também aqui:

http://www.heterogeneities.net/index.htm

Ele também tem um site que é uma das principais referências bibliográficas da ANT: "The Actor Network Resource", onde é possível encontrar uma lista completa de artigos e livros relacionados à ANT. Ver endereço na lista de "links interessantes" deste blog.  

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Transmissão Ao Vivo da 4ª Conferência Nacional de C&T

Para quem tiver interesse em acompanhar a 4ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, as palestras, sessões paralelas e simpósios estão sendo transmitidos "ao vivo" pela internet, basta clicar no link abaixo e seleionar a transmissão ao vivo pelo site:

http://www.cgee.org.br/cncti4/index.php?option=com_content&view=article&id=10&Itemid=65
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