Neste último final de semana, após a defesa da tese, eu, minha companheira e meus sogros visitamos a Cachoeira do Rosário, localizada no interior de Goias, a 150 km de Brasília. Durante o passeio por trilhas e caminhos do cerrado, contamos com a orientação de um mateiro de quarta geração. Além de descobrirmos (mesmo em plena seca) uma biodiversidade extraordinária, ficamos impressionados com o conhecimento que a gente do local tem das plantas e animais da região.
O projeto da cachoeira é interessante. O dono recuperou a área, que estava até então ocupada por uma grande pedreira. Com as pedras já extraídas do solo e ainda presentes no local, eles construíram duas casas lindas de pedra, onde recebem os turistas, servem o almoço (repleto de delícias da culinária local) e disponibilizam maravilhosas redes para o merecido descanso. O passeio é realizado com guia e os visitantes recebem orientações sobre a importância da conservação ambiental do cerrado, sendo incentivados a ajudar na preservação do meio ambiente. Com o dinheiro gerado pelas visitas, a família consegue manter a natureza local intacta, em uma região onde as pedreiras estão proliferando a cada dia que passa, consumindo com as belezas locais.
Enfim, para quem gosta da natureza fica aqui a dica, vale apena conhecer essa linda cachoeira e as trilhas existentes na região. A cachoeira está localizada a uns 40km da cidade de Pirinópolis (GO) e informações podem ser adquiridas no local. É importante mencionar que o passeio é ecologicamente sustentável, ou seja, não é permitido levar ou fazer comida na área do entorno das cachoeiras e trilhas, assim como o número de visitantes é monitorado para que o impacto das atividades turísticas sejam compatíveis com os objetivos de conservação. Enfim, um projeto que demonstra claramente que turismo e ecologia não são necessariamente forças opostas, pois podem andar lado a lado.

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quarta-feira, 10 de agosto de 2011
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Nas Margens do Diário de Campo – Manaus (Parte II)
Nesta segunda parte do meu relato sobre o período que permaneci no Amazonas pretendo falar sobre as viagens que realizei nos arredores de Manaus: as viagens para Presidente Figueiredo, cidade localizada a 100 km ao norte de Manaus, via BR-174 (que vai até Boa Vista); e os passeios de barco pelo rio Negro.
O “Paraíso das Cachoeiras”
Uma boa dica para quem está pensando em se aventurar por lá: alugue um carro em Manaus (onde as diárias não são muito caras), pois as cachoeiras estão localizadas em pontos diferentes do município, tornando necessário se deslocar até esses locais de carro ou taxi (a última opção é mais cara).
Mas, para quem quiser economizar e não tiver a pretensão de conhecer um grande número de cachoeiras, também existe a possibilidade de ir de ônibus e ficar hospedado em uma das pousadas localizadas ao lado das cachoeiras mais importantes. Não existe nada como passar algumas horas desfrutando da exuberância da floresta tropical, tomando banho de rio e visitando as belezas da região.
Nas trilhas que levam até as cachoeiras, é possível encontrar animais e plantas amazônicas, além de conhecer cavernas e percorrer caminhos no meio da mata. A infraestrutura é variável, sendo que algumas cachoeiras estão localizadas em áreas privadas, tornando necessário o pagamento de uma taxa de ingresso.
Os Passeios de Barco e as Praias
Um dos programas mais populares entre os turistas que visitam Manaus são os passeios de barco, seja para conhecer o “encontro das águas” (convergência entre o rio Negro, de água preta, e o rio Solimões, de água clara), seja para visitar comunidades e praias localizadas nos arredores. Esse serviço é oferecido pelas agências de turismo, mas sugiro tentar negociar diretamente com os donos dos barcos, pois eles cobram bem mais barato do que os intermediários.
O passeio costuma durar de três horas até dias inteiros, dependo do itinerário combinado antes com o capitão da embarcação. Também existem barcos de diferentes tamanhos, como lanchas rápidas para 8-10 pessoas e barcos de dois andares com espaço para dezenas de pessoas. De qualquer forma, mesmo os passeios mais breves incluem uma visita ao “encontro das águas”, a uma comunidade de ribeirinhos localizada nas proximidades e um almoço em restaurantes localizados na outra margem do rio Negro, onde é possível provar as delícias da culinária local. Mas, havendo disposição, é possível estender o passeio até uma das inúmeras praias localizadas nas margens do rio Negro ou até o “Arquipélago Anavilhanas”, um complexo de 400 ilhas localizado a 40 km de Manaus. Vale realmente apena tirar um dia para navegar pelo Rio Negro e conhecer suas belezas.
Bom, hoje acabo por aqui o meu relato. No próximo post, pretendo falar um pouco sobre a minha estadia no laboratório de farmacologia da UFAM,que desenvolve pesquisas com plantas medicinais, e sobre a minha experiência junto à comunidade de ribeirinhos N.S. de Nazaré, localizada no Alto Amazonas.
O “Paraíso das Cachoeiras”
Presidente Figueiredo é um município pequeno, com cerce de 30 mil habitantes, que serve como referência de lazer para os moradores de Manaus devido à existência de mais de uma centena de cachoeiras na região, motivo pelo qual a cidade é conhecida como o “Paraíso das Cachoeiras”. Estive na cidade na companhia de amigos e familiares, quando tive a oportunidade de conhecer algumas das suas cachoeiras, cada uma mais linda do que a outra. A cidade também conta com uma excelente estrutura de hotéis, pousadas e restaurantes. Para quem está pensando em conhecer melhor o interior da floresta sem grandes deslocamentos de barco ou carro para o interior do Amazonas, sugiro visitar esse verdadeiro “paraíso”.
Uma boa dica para quem está pensando em se aventurar por lá: alugue um carro em Manaus (onde as diárias não são muito caras), pois as cachoeiras estão localizadas em pontos diferentes do município, tornando necessário se deslocar até esses locais de carro ou taxi (a última opção é mais cara).
Mas, para quem quiser economizar e não tiver a pretensão de conhecer um grande número de cachoeiras, também existe a possibilidade de ir de ônibus e ficar hospedado em uma das pousadas localizadas ao lado das cachoeiras mais importantes. Não existe nada como passar algumas horas desfrutando da exuberância da floresta tropical, tomando banho de rio e visitando as belezas da região.
Nas trilhas que levam até as cachoeiras, é possível encontrar animais e plantas amazônicas, além de conhecer cavernas e percorrer caminhos no meio da mata. A infraestrutura é variável, sendo que algumas cachoeiras estão localizadas em áreas privadas, tornando necessário o pagamento de uma taxa de ingresso.
Os Passeios de Barco e as Praias
Um dos programas mais populares entre os turistas que visitam Manaus são os passeios de barco, seja para conhecer o “encontro das águas” (convergência entre o rio Negro, de água preta, e o rio Solimões, de água clara), seja para visitar comunidades e praias localizadas nos arredores. Esse serviço é oferecido pelas agências de turismo, mas sugiro tentar negociar diretamente com os donos dos barcos, pois eles cobram bem mais barato do que os intermediários.
O passeio costuma durar de três horas até dias inteiros, dependo do itinerário combinado antes com o capitão da embarcação. Também existem barcos de diferentes tamanhos, como lanchas rápidas para 8-10 pessoas e barcos de dois andares com espaço para dezenas de pessoas. De qualquer forma, mesmo os passeios mais breves incluem uma visita ao “encontro das águas”, a uma comunidade de ribeirinhos localizada nas proximidades e um almoço em restaurantes localizados na outra margem do rio Negro, onde é possível provar as delícias da culinária local. Mas, havendo disposição, é possível estender o passeio até uma das inúmeras praias localizadas nas margens do rio Negro ou até o “Arquipélago Anavilhanas”, um complexo de 400 ilhas localizado a 40 km de Manaus. Vale realmente apena tirar um dia para navegar pelo Rio Negro e conhecer suas belezas.
sábado, 4 de dezembro de 2010
Nas Margens do Diário de Campo - Manaus (Parte I)
Durante o período que permaneci em Manaus para conduzir meu trabalho de campo em uma rede de laboratórios de farmacologia e uma comunidade de ribeirinhos do alto Amazonas (onde as plantas medicinais eram coletadas), busquei viver a cidade e seus arredores. A capital do Amazonas é uma grande metrópole, com grandes avenidas, um trânsito insuportável e praticamente tudo aquilo que você encontraria nas grandes cidades das regiões sul e sudeste. A estética moderna e urbana foi reproduzida nos mínimos detalhes e Manaus cresceu e se desenvolveu muito nas últimas décadas.
Na cidade, existem alguns passeios que vale apena fazer. Uma visita ao Teatro Amazonas – uma das construções mais lindas da cidade - é fundamental. Além das visitas diurnas, existe um cronograma intenso de eventos promovidos à noite. Tive a oportunidade, por exemplo, de assistir um show com Bibi Ferreira interpretando Edithe Piaf, com acompanhamento da Orquestra Filarmônica: foi lindo ver o local praticamente lotado e em pleno funcionamento. O teatro em dia de evento se transforma e é ótimo imaginar como deveria ser na época em que o local era o centro da vida social dos grandes barões da borracha. A visita diurna também é interessante, pois é possível conhecer um pouco mais sobre a história do teatro, seus personagens mais famosos, o período em que permaneceu fechado e sua reabertura já mais recentemente. Mesmo assim, para quem quiser viver o teatro de forma mais densa, sugiro visitá-lo em noite de evento, quando é possível respirar o passado no presente.
O Largo onde está localizado o Teatro Amazonas é um dos lugares mais bonitos de Manaus, ótimo para se visitar aos finais de tarde, principalmente, no domingo, quando a praça vira o centro de artistas itinerantes, bares, cinema ao vivo e outros tantos encantos. O local tem uma ótima infra-estrutura de cafés, restaurantes e bares.
O Bar do Armando, por exemplo, é um ponto de passagem obrigatório, seja devido à sua ótima localização (no largo do Teatro Amazonas), seja devido à figura mítica do próprio Armando, um português de 75 anos que teve a feliz idéia de fundar o bar, ainda na década de 1960.
Apesar de não estar localizado no Largo, vale apena conhecer a Cachaçaria do Dedé, um paraíso onde é possível encontrar um rico cardápio de cachaças e cervejas, além de pratos típicos da região. Outro ponto de passagem obrigatório ficava perto da minha casa: o Galvez, um simpático boteco com petiscos maravilhosos e um ambiente mais que agradável. Ótimo lugar para fazer aquela “hora feliz” com os amigos ao final do dia.
Manaus está repleta de ótimos restaurantes onde é possível provar pratos típicos regionais. Existe um, localizado no bairro Ponta Negra, próximo a praia, com um cardápio onde é possível encontrar iguarias como Jacaré, peixes regionais como o Pirarucu e tartarugas (entre outros). A cidade é excelente para quem gosta de fazer “turismo culinário”: existem vários restaurantes espalhados pela cidade, cada um melhor do que o outro.
A Praia da Ponta Negra é linda. O final de tarde pode ser algo extraordinário. Vale apena ir ao final do dia e iniciar a noite tomando uma cervejinha em um dos tantos bares espalhados pela orla.
O “Bosque da Ciência”, no INPA, é interessante de se visitar pelo menos uma vez. Além de uma trilha onde é possível encontrar árvores, plantas e até mesmo alguns animais amazônicos, existe uma exposição falando um pouco mais sobre a história da ciência na região.
Bom, por ora é isso. Na próxima parte vou falar sobre os arredores de Manaus: as praias do rio Negro, o “Paraíso das Cachoeiras” (Presidente Figueiredo), os passeios de barco e as comunidades ribeirinhas.
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