sexta-feira, 18 de março de 2011

O Estado e a sabedoria das formigas

Tanto o Estado como os partidos políticos são espaços (ou campos) heterogêneos de luta política e negociação. Precisamos formar opinião no dia a dia, nas pequenas causas diárias que nos causam certa dor e sofrimento, que nos sensibilizam... O exercício de mudar o mundo não reside no Estado ou nos partidos políticos, apesar de também passar por eles. Será que algum dia ainda vamos reviver o bom espírito de 1968? A vida está nas ruas... Para mudar o Estado, antes precisamos formar opinião pública. Para mudar os partidos, antes precisamos entender que a sua definição histórica está sempre em constante processo de disputa. Nada é tão durável que não possa ser questionado no dia a dia, a partir de pequenas ações dispersas. Os eventos recentes no oriente podem nos trazer a boa lembrança de Maio de 1968... Quando as estruturas foram parar nas ruas...    


Essa é a sabedoria das formigas, esses seres tão engenhosos e disciplinados em multiplicar rizomas. Quando isoladas, as formigas são insignificantes, mas reunidas em um coletivo organizado tornam-se poderosos exércitos sociais que o Estado não consegue capturar.

A ONU aprovou zona de esclusão aérea na Líbia

A resolução apresentada pela França, Estados Unidos, Libano e Inglaterra determinando a implementação de uma zona de exclusão aérea sobre a Líbia foi aprovada, ontem, pelo Conselho de Segurança da ONU. Também foram aprovadas todas as medidas necessárias para defender os civis, incluindo o abate dos aviões de Kadafi. Com isso, os grupos organizados que lutavam contra as forças governistas ganham uma nova chance para se defender, após dias sobre bombardeio contínuo das forças militares do ditador. Uma pequena vitória para o povo da Líbia!     

quinta-feira, 17 de março de 2011

Pare o Kadafi - Avaaz

Caros amigos,


Cidadãos líbios comuns estão pedindo que o mundo não os abandone. A comunidade Avaaz está profundamente comprometida com a não-violência, mas a imposição de uma zona de exclusão aérea para manter os aviões de guerra do Kadafi no chão é um caso específico onde uma ação militar liderada pela ONU é realmente necessária. Um questionário enviado para a nossa comunidade mostra que 86% das pessoas apóiam a zona de exclusão aérea. Agora, no momento em que o voto da ONU se aproxima, chegou a hora de aumentar ainda mais a nossa pressão. 

Nós torcemos quando o povo da Líbia saiu às ruas e agora não podemos, e não devemos, ignorar o seu pedido de ajuda neste momento tão difícil. Mesmo se você já participou, clique abaixo para enviar uma mensagem para o Conselho de Segurança da ONU: 

http://www.avaaz.org/po/libya_no_fly_zone_3/?vl 

A ONU está dividida, mas a situação está mudando rapidamente. A China, Rússia e Alemanha são contra enquanto a Liga Árabe, a Confederação Islâmica, o Reino Unido e a França são a favor. Os EUA e Índia estão em cima do muro. Este não é o velho debate Ocidente versus Oriente, nem, como alguns suspeitam, uma conspiração de interesses petrolíferos. O Conselho Nacional de Transição da Líbia, que a França reconheceu como o governo legítimo está desesperadamente pedindo uma zona de exclusão aérea e apóio internacional. Porém a cada dia que passa, o perigo aumenta de que qualquer ajuda chegará tarde demais. 

Uma zona de exclusão aérea sozinha não é a solução final, ela deverá ser apoiada por sanções direcionadas e congelamento das contas do regime, a interrupção da transmissão das declarações do Kadafi incitando a violência, e mais países reconhecendo diplomaticamente o Conselho Nacional de Transição da Líbia. Mesmo tudo isso poderá não ser suficiente. Porém aqueles que opõe uma ação forte devem se perguntar se, com dezenas de milhares de vidas em jogo, eles estão dispostos a defender a passividade. 

A lei internacional e o Conselho de Segurança da ONU deixaram claro que, quando crimes contra a humanidade são cometidos, a comunidade internacional tem a responsabilidade de proteger os povos destes crimes, mesmo que o agressor seja o seu próprio governo. Mesmo que ainda não conhecemos a total magnitude dos crimes do Kadafi, nós não podemos virar as costas neste momento. Clique para enviar uma mensagem urgente para os delegados do Conselho de Segurança da ONU: 

http://www.avaaz.org/po/libya_no_fly_zone_3/?vl 

Na melhor das hipóteses, o Kadafi irá reagir à resolução da ONU sobre a zona de exclusão aérea, parando os ataques aéreos. Porém se ele não parar, a imposição da zona de exclusão aérea terá que ser feita com ataques diretos aos caças que ele tentar usar e possivelmente ataques aéreos aos sistemas de mísseis antiaéreos. Há também a possibilidade de uma zona de exclusão aérea levar a um envolvimento militar mais profundo na Líbia. 

Enquanto o mundo (e a Avaaz) criticaram fortemente a guerra do George W. Bush no Iraque, e defendemos soluções pacíficas para conflitos em muitos lugares, este não é o Iraque. Se não agirmos logo, a Líbia poderá se tornar Darfur, com graves crimes contra a humanidade cometidos contra comunidades inteiras. O regime do Kadafi tem um longo histórico de tortura, massacrando o seu próprio povo e financiando o terrorismo internacional. Mas o povo líbio está unido contra as tropas do Kadafi -- mesmo a sua própria tribo e cidade natal se distanciou das suas ações. 

A situação da Líbia, e a reação internacional a ela, é complexa, com muitos atores e agendas, assim como o futuro de uma Líbia pós-Kadafi ainda é incerto. Esta complexidade deve guiar o cuidado que temos em nossas ações porém, pelas vidas de dezenas de milhares de líbios, nós não podemos ficar parados. Vamos tomar a melhor decisão que podemos e agir, agora. 

Com esperança, 

Stephanie, Ricken, Ben, Alice, Benjamin, Rewan e toda a equipe Avaaz 

quarta-feira, 16 de março de 2011

Imagens para ajudar a pensar rizomas







"Resumamos os principais caracteres de um rizoma: diferentemente das árvores e de suas raízes, o rizoma conecta um ponto qualquer com outro ponto qualquer e cada um dos seus traços não remete necessariamente a traços da mesma natureza; ele põe em jogo regime de signos muito diferentes, inclusive estados de não-signos. O rizoma não se deixa conduzir nem ao uno nem ao múltiplo. Ele não é o Uno que se torna dois, nem mesmo que se tornaria diretamente três, quatro ou cinco etc. Ele não é um múltiplo que deriva do Uno, nem ao qual o Uno se acrescentaria (n+1). Ele não é feito de unidades, mas de dimensões, ou antes de direções movediças. Ele não tem começo nem fim, mas sempre um meio pelo qual ele cresce e transborda. Ele constitui multiplicidades lineares a n dimensões, sem sujeito nem objeto, exibíveis num plano de consistência e do qual o Uno é sempre subtraído (n-1). Uma tal multiplicidade não varia suas dimensões sem mudar de natureza ela mesma e se metamorfosear. Oposto a uma estrutura, que se define por um conjunto de pontos e posições, por correlações binárias entre estes pontos e relações biunívocas entra estas posições, o rizoma é feito somente de linhas: linhas de segmentaridade, de estratificação, como dimensões, mas também linhas de fuga ou de desterritorialização como dimensão máxima segundo a qual, em seguindo-a, a multiplicidade se metamorfoseia, mudando de natureza".

Gilles Deleuze e Félix  Guattari -  Mil Platôs: capitalismo e esquizofrenia 

terça-feira, 15 de março de 2011

Revisão do conceito de energia "limpa"

O conceito de "energia limpa" é um desdobramento da noção correlata de "energia renovável" e surgiu em meados do século XX, em contraposição as formas de geração de energia "não renováveis". Trata-se, no entanto, de dois conceitos com significados diferentes, como veremos aqui.

A produção de energia elétrica a partir de fontes como petróleo, carvão e gás natural é considerada não renovável, pois a exploração desses recursos não permite a sua renovação em prazo útil. Essas formas de geração de energia são consideradas "sujas", pois liberam grandes quantidades de dióxido de carbono na atmosfera, resultando em grandes danos ao meio ambiente. Esse é o caso da energia nuclear, também considerada de caráter não renovável. Recentemente, os vazamentos de radiação das usinas nucleares japonesas devido ao terremoto levou a um debate sobre a viabilidade e o risco associado a esse tipo de empreendimento. A comunidade européia, por exemplo, cancelou temporariamente a liberação de investimentos para a construção de novas usinas. Com isso, as fontes de energia renovável surgem como a principal alternativa. É nesse momento que se torna necessário diferenciar e refletir sobre o caráter "limpo" de cada uma das fontes renováveis e os risco indiretos causados pela sua exploração.

Existem diferentes tipos de energia renovável que vem de recursos naturais como sol, ventos, chuvas, águas e calor. A geração de energia renovável é considerada mais "limpa" em relação às energias não renováveis. No entanto, o caráter "limpo", os riscos sociais e ambientais associados e os custos de construção e manutenção dos aparatos tecnológicos necessários para tal exploração são bastante diferentes.

A energia hidráulica, por exemplo, geralmente associada à construção das hidroelétricas, também envolve a exploração da energia gerada pelo movimento das ondas do mar. Mas a exploração da energia liberada pelo movimento dos rios exige uma intervenção no meio ambiente e no meio social muito mais radical, pois envolve a construção de barragens e grandes obras que exigem a mobilização de milhares de trabalhadores para os locais onde as hidroelétricas são construídas e grandes modificações no meio ambiente. Existem diversos exemplos históricos dos impactos desse tipo de empreendimento. A hidroelétrica de Balbina, construída pelo ex-presidente Figueiredo, é um bom exemplo do impacto ambiental desse tipo de obra, principalmente, quando os estudos para a sua implantação não são realizados com a devida seriedade. Já a hidroelétrica Passo do Real (RS), construída na década de 1970, é um bom exemplo dos impactos sociais e políticos associados a esse tipo de empreendimento. Afinal, a construção dessa hidroelétrica foi responsável pelo deslocamento de milhares de trabalhadores rurais, que acabaram se tornando os primeiros sem-terra da história do nosso país, dando origem a movimentos sociais como o MST e o MAB. Esses movimentos foram forjados pela ação do próprio Estado Brasileiro, a partir do impacto social e político ocasionado pelo deslocamento populacional. Esses dois exemplos são uma boa demonstração de que nem toda energia renovável é limpa, se considerarmos que essa noção faz referência aos riscos ambientais (mas também sociais) associados a esse tipo de empreendimento.

Por outro lado, existem outras fontes de energia renovável cujo caráter "limpo" é maior, como a energia aólica, solar e maremotriz. Essas fontes de energia são altamente renováveis e os impactos ambientais e sociais são muito menores. Além do mais, os custos envolvidos neste tipo de empreendimento são bem menores, principalmente, quando já existe a tecnologia disponível. Por outro lado, costuma-se argumentar que a energia gerada por essas fontes é menor do que a energia gerada pelas hidroelétricas. Mas, de fato, isso depende da dimensão e dos investimentos em novas tecnologias.

O Brasil conta com um grande território, onde poderíamos construir uma ampla rede de aparelhos aólicos como os vistos na foto acima. A energia solar também oferece um grande potencial, principalmente, em regiões como o nordeste (foto ao lado). A exploração da energia elétrica gerada pelo movimento das marés também oferece um grande potencial em um país com um amplo litoral. Mas, para que essas alternativas se tornem realmente viáveis, o governo precisa rever o conceito de "energia limpa" e sua política energética, baseada quase que inteiramente na construção de grandes hidroelétricas como Belo Monte. Temos que debater se os impactos sociais, ambientais e políticos gerados por essas obras não é maior do que os benefícios. Mas, para isso, é preciso instaurar um ambiente realmente democrático, onde esse debate se torne efetivamente viável. O interesse econômico existente por trás dessas obras não pode ser colocado acima do interesse coletivo da nossa sociedade. Os grupos de interesse que estão por trás desse tipo de iniciativa não podem ser colocados acima dos interesses das populações locais diretamente atingidas. Infelizmente, não é a essa a realidade que enfrentamos no Brasil.            

sábado, 12 de março de 2011

Cartola: o grande sambista e poeta brasileiro

Ontem assisti ao documentário sobre a vida e obra do grande compositor brasileiro Cartola. A sua trajetória de vida é impressionante. Nasceu no início do século XX, no Rio de Janeiro.Tendo gravado seu primeiro disco aos 70 anos, viveu boa parte da sua existência praticamente na miséria. Suas letras são de uma poesia inestimável e a sua trajetória de vida é um exemplo de perseverança. Conhecido sambista de alma boêmia, foi um dos fundadores da escola de samba Mangueira. Apesar dos seus sambas terem se tornado conhecidos na década de 1930, pela voz de Araci de Almeida, Silvio Caldas e Mário Reis, trabalhou por muito tempo como servente de obras. Na década seguinte, Cartola desapareceu completamente do cenário musical. Foi encontrado, em 1956, pelo jornalista Sérgio Porto, trabalhando como lavador de carros em Ipanema. Incentivado pelos amigos, voltou a compor e cantar.

No início da década de 1970, abriu um restaurante com sua esposa, Dona Zica, conhecido como "Zicartola", onde se reuniam jovens da zona sul carioca e grandes sambistas da época. O espaço acabou sendo fechado alguns anos depois, mas ficou conhecido na história por servir como um importante espaço de mediação entre a favela e o asfalto. Do seu vasto repertório musical, a música mais conhecida e que lhe deu maior sucesso foi "Rosas não falam" (ver vídeo abaixo), além de outras como "Alvorada" e "Acontece". Viva Cartola, viva a poesia, viva o bom samba brasileiro!

  

quinta-feira, 10 de março de 2011

Antropologia e Etnografia em Contextos Urbanos

Vale apena conferir o ciclo de palestras "Antropologia e Etnografia em Contextos Urbanos".


Data: 15, 16 e 17 de março de 2011 (das 14h as 19 h)
I Ciclo: ANTROPOLOGIA E ETNOGRAFIA EM CONTEXTOS URBANOS
Porto Alegre, RS, Brasil
LOCAL: Auditório ILEA (Instituto Latino Americano Estudos Avançados), UFRGS (Campus do Vale), Endereço: Av. Bento Gonçalves, 9500, Porto Alegre, RS, Brasil, Telefones: 33086638, 33087158, 33086647, 92663001, Entrada Franca / Atestados R$ 10,00

Programação

15 de março 2011 – terça feira 14h30 – Inscrições
15h30m - Documentário Narradores urbanos: Ruth Cardoso (São Paulo, Projeto Antropologia urbana e etnografia nas cidades brasileiras) BIEV, 2010, 13 min
Intervalo
16 h – Conferência Alba Zaluar (UERJ) – Pesquisa no perigo: experiências antropológicas no contexto urbano
17 h - Intervalo
17h30m – Documentário Narradores urbanos: Ruben G. Oliven (Porto Alegre, Projeto Antropologia urbana e etnografia nas cidades brasileiras) BIEV, 2007, 25m.
18 h – Conferência Ruben Oliven (UFRGS) - Da Aldeia Global à Metrópole Local: Antropologia no Contexto Urbano


16 de março 2011 – quarta feira
14h30m - Mestre Borel: a ancestralidade negra em Porto Alegre. BIEV, 2010, 55m
15h30 – Documentário Narradores urbanos: José G.C. Magnani ((São Paulo, Projeto Antropologia urbana e etnografia nas cidades brasileiras) BIEV, 2008, 20m.
16 h – Conferência José G. C. Magnani (USP) - 
17 h - Intervalo
17h30m – Documentário Narradores urbanos: Eunice Durham (São Paulo, Projeto Antropologia urbana e etnografia nas cidades brasileiras) BIEV, 2009, 17m.
18 h – Conferência Eunice Durham (USP) - 


17 de março 2011 – quinta feira
14h30m – O Bará do Mercado Público. BIEV, 2008, 55 m.
15h30 – Arqueologias urbanas. Memórias do mundo. BIEV, 1996, 60m.
16 h – Conferência Antonio A. Arantes (Unicamp) - 
17 h - Intervalo
17h30m – Documentário Narradores urbanos: : Gilberto Velho (Rio de Janeiro, Projeto Antropologia urbana e etnografia nas cidades brasileiras). BIEV, 2006, 18 m.
18 h – Conferência Gilberto Velho (Museu Nacional, UFRJ) – Antropologia Urbana e Interdisciplinaridade
19h - Encerramento

quarta-feira, 9 de março de 2011

Chamado Massivo pela Zona de Exclusão Aérea no Libano - Avaaz

Caros amigos,
 Enquanto os aviões do Kadafi bombardeiam o seu próprio povo, o Conselho de Segurança irá decidir em 48 horas se eles irão impor a zona de exclusão aérea para impedir os aviões de guerra do governo de voar. 
Juntos nós enviamos 450.000 emails para o Conselho de Segurança da ONU, colocando pressão no Presidente do Conselho e ajudando a conquistar sanções sobre o regime e justiça para o povo da Líbia. Agora, para impedir um massacre, nós precisamos de um chamado massivo pela zona de exclusão aérea.

Se o Kadafi não puder usar seus aviões, ele irá perder uma arma chave em uma guerra em que os civis são os que mais sofrem. Enquanto os seus helicópteros e aviões estiverem no ar, o número de mortes irá aumentar. Nós só temos 48 horas – vamos conseguir 1 milhão de mensagens para parar os ataques mortais do Kadafi antes que seja tarde:

http://www.avaaz.org/po/libya_no_fly_zone_1/?vl

A oposição pediu a ajuda da comunidade internacional para “proteger o povo da Líbia dos crimes contra a humanidade que estão sendo cometidos contra eles”. O Ministro das Relações Internacionais do Reino Unido diz que há “relatos confiáveis do uso de helicópteros de guerra contra civis pelas forças do governo”.

Enquanto isso, a liderança da OTAN diz que qualquer tentativa de impor a zona de exclusão aérea precisaria primeiro de uma resolução da ONU. Em muitas crises como esta, um ou outro país da ONU vetou um posicionamento forte -- mas na Líbia uma situação nova emergiu. As sanções do Conselho de Segurança são reais. Embaixadores da ONU dizem que representantes “concordam significativamente" que o Kafafi precisa sair. O que nós precisamos é de mais um empurrão da sociedade civil global.

A resolução não seria a solução final -- a imposição da zona de exclusão aérea poderá ser perigosa e complexa. Porém somente a ameaça da imposição poderá mostrar para o Kadafi que o seu tempo expirou. Os nossos governos precisam saber que nós estamos ao lado do povo da Líbia e que não aceitamos demoras. Envie uma mensagem agora e depois encaminhe este email para amigos e familiares:

http://www.avaaz.org/po/libya_no_fly_zone_1/?vl

Os movimentos pacíficos pela democracia no mundo árabe inspiraram o mundo. Porém, o Kadafi escolheu o pior caminho – a repressão violenta para esmagar as manifestações corajosas e pacíficas. Neste momento nós podemos ver dois futuros para a Líbia: a violência prolongada de um ditador contra o seu povo, ou, medidas internacionais que apóiam as aspirações do povo da Líbia.

Nestes dias cruciais, nós precisamos reconhecer que as nossas ações, como cidadãos globais, irão afetar o destino dos nossos irmãos e irmãs na Líbia. Nós devemos nos unir em solidariedade às pessoas que já se foram e aquelas que estão lutando para sobreviver.

Com esperança,

Ben, Luis, Graziela, Benjamin, Ricken, Stephanie, Rewan e toda a equipe Avaaz
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