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segunda-feira, 5 de julho de 2010

Nova versão de Macunaíma: o torcedor sem nenhum caráter

Enquanto os argentinos foram recebidos com solidariedade pela sua torcida – apesar da histórica derrota para a Alemanha por 4X0 – os nossos jogadores e a equipe técnica receberam uma “acolhida” nada agradável dos torcedores e da mídia. Por que será? É nesses momentos que consigo perceber com clareza que a falta de ética não é apenas uma falha dos nossos políticos. Temos muito que apreender com os nossos vizinhos latino-americanos: apreender a perder com dignidade; apreender a ser brasileiro até mesmo nos momentos difíceis. Mas, num contexto em que todo e qualquer patriotismo é percebido como idiotice sem sentido, o que fazer com o Brasil? E ainda existem alguns mentecaptos que dizem que a diferença, em termos de carisma, entre Maradona e Dunga ou entre a seleção argentina e a brasileira explicaria a diferença de recepção das torcidas. Sinceramente, não acho que Maradona seja assim tão “querido” pelos argentinos, pois antes de ir para a Copa ele quase foi removido do cargo. A diferença também não está na qualidade das duas seleções. Afinal, o Brasil fez belas partidas na copa, como os 3X1 contra a Costa do Marfim e os 3X0 contra o Chile, conseguindo se classificar em primeiro num grupo nada fácil. Além do mais, a derrota para a Holanda foi definida nos detalhes. Já a Argentina levou goleada da Alemanha... Agora, imaginem se fosse o Brasil que tivesse levado essa goleada? Como seria a recepção da torcida brasileira?

A dura verdade é que nós, brasileiros, não sabemos perder! Temos a prepotência de achar que é obrigação da seleção vencer todos os jogos. Pior do que isso, não basta vencer, tem que jogar bonito, dar show e de preferência desmoralizar o time adversário. Tudo bem, essa é a vontade de todo bom torcedor. O problema é quando essa vontade deixa de ser uma expectativa emotiva e passa a ser uma exigência totalitária. O problema é quando não aceitamos a derrota como um elemento inevitável e não conseguimos nos sensibilizar diante da aflição e tristeza dos nossos jogadores, no seu silecioso retorno pra casa.

Desse tipo de fanatismo, surgem outros derivativos. Quando vencemos, a vitória é sempre o resultado da nossa capacidade; quando perdemos, a nossa derrota não é mérito dos nossos adversários, mas da má atuação deste ou daquele jogador ou técnico eleito como “culpado”. Isso pressupõe uma assimetria entre os nossos jogadores e os demais, como se os primeiros fossem obrigados a vencer por serem melhores. Atitude coletiva tão expressiva que deveria ser analisada do ponto de vista psicanalítico.    

E o pior mesmo é ver que a mídia, ao invés de desempenhar o seu papel social, acaba incentivando esse tipo de comportamento. Conforme foi possível acompanhar nos últimos dias, além de não receberem bem os nossos jogadores, muitos jornalistas amargurados buscaram logo identificar os “culpados” pela derrota e levá-los ao julgamento em praça pública. Por outro lado, muitos torcedores incoerentes chegaram a ir até o aeroporto para agredir os jogadores... E eu fico me perguntando onde está a ética nessa atitude? No momento em que os jogadores e o técnico que estavam representando o nosso país mais precisaram do nosso apoio, o que é que nós fizemos? Viramos as costas ao invés de estender a mão e se solidarizar com a dor da derrota. Afinal, alguém tem alguma dúvida de que todos os membros da seleção gostariam de retornar vitoriosos para o Brasil? Não seria muito mais emocionante percorrer as avenidas das nossas cidades e receber os calorosos abraços de milhões de torcedores? Qual ser humano não se sensibiliza com a possibilidade épica de se tornar um herói? Basta ver nos olhos dos jogadores da seleção "Dunga" que a derrota irá marcar suas almas pelo resto de suas vidas. Alguns deles ainda vão retornar ao palco onde brilharam por algumas partidas, outros, os mais velhos, provavelmente terão que assistir o espetáculo nas arquibancadas. Todos eles sabem que perderam uma grande oportunidade, assim como tantos outros jogadores que voltaram para casa decepcionados.

Que espírito solidário é esse? Até mesmo a Itália, que foi desclassificada na primeira fase da competição, teve uma acolhida melhor ao voltar para casa. Até mesmo a pobre Coréia do Norte, que foi o time que mais tomou gol neste campeonato, teve uma recepção mais digna do que os nossos jogadores. O que resta aos sul-africanos, que apesar de sediarem a Copa, não conseguiram passar da primeira fase? A sua torcida soube reconhecer o seu esforço e deu o apoio que eles precisavam.  

Já é notório que o futebol é um esporte onde o “acaso” ou a “sorte/azar” tem influência no resultado final do jogo, ainda mais com uma bola como a Jabulani ou com juízes do nível dos que se apresentaram nesta copa. Além do mais, conforme comentei na mensagem anterior, nós não podemos ganhar todas as partidas que disputamos, pois isso vai contra o espírito esportivo. A verdade é que o torcedor brasileiro tem um comportamento infantil diante da derrota e tem o apoio de boa parte da mídia. Por outro lado, esse fenômeno reflete claramente que o povo brasileiro ainda precisa superar o “trauma colonial” para se pensar enquanto “Nação”. Precisamos fazer uma psicanálise da cultura futebolística brasileira...

Será que não estamos diante de uma nova versão de Macunaíma, onde o herói é substituído pelo "torcedor sem caráter"?

O que esperar da “torcida brasileira” em ano de eleição? Será que trataremos "vencedores" e "perdedores" com a mesma lógica? Será que realmente fomos seduzidos pelo sadismo virtual do BBB?

domingo, 4 de julho de 2010

Reflexões Pós-Derrota contra a Holanda...

Na copa, como na vida, não podemos vencer sempre, pois a condição fundamental para a existência da alegria do vencedor é que haja sempre, ao seu lado, a tristeza de quem perde. Assim como o sol e a lua, o quente e o frio, e tantas outras oposições binárias, o significado da vitória está diretamente atrelado ao significado da derrota: um não existe sem o outro. Portanto, a sabedoria popular que o diga, na vida ou na copa, além de apostarmos sempre na vitória, de nos dedicarmos para vencer, precisamos também apreender a perder. Conforme um ditado familiar: o que dignifica um homem não é o que acontece com ele durante a sua trajetória de vida, mas é o que ele faz com o que acontece com ele. O valor humano está exatamente na forma como abordamos tanto a felicidade como a infelicidade, a vitória ou a tragédia. Todo aquele que já caiu sabe muito bem o sabor de se levantar novamente. Todo aquele que já viveu sabe que a vida é uma montanha russa e retira daí a óbvia conclusão que a felicidade é sempre momentânea e que a sabedoria consiste em apreender a viver com essa verdade universal: no jogo, como na vida, a vitória produz a derrota como um resultado inevitável. Por outro lado, para que tanto a vida como o jogo sejam emocionantes é preciso que exista certa alternância entre perdedor e vencedor, caso contrário, a dialética da existência perde toda a sua emoção.Conforme diz outro velho ditado popular: existe o dia da caça e o dia do caçador.

Mas, a verdade é que nós torcedores brasileiros gostamos de achar que a vitória é uma obrigação, mais do que isso, costumamos dizer que não basta vencer, exigimos dos jogadores um show. Por isso, inclusive, quando o Brasil ganha, não procuramos culpados no time derrotado, acreditamos que a vitória é sempre um efeito inevitável da nossa superioridade futebolística: quando o Brasil ganha é por que o Brasil foi melhor. Por outro lado, o problema nessa lógica é que a derrota brasileira é percebida sempre como o resultado da falha do técnico ou deste ou daquele jogador. Nunca achamos que a derrota da seleção foi ocasionada pela capacidade do time adversário em vencer a partida. Desta vez não poderia ser diferente, mal a nossa seleção foi eliminada e a mídia – sempre disposta a explorar ao máximo as nossas fraquezas morais – logo saiu em busca de um culpado pela derrota, alguém que pudesse ser crucificado em praça pública. Desta vez, foram duas as vítimas eleitas como "culpadas" pela eliminação da seleção da Copa do Mundo: o Dunga por uma questão de vingança da classe jornalística; o Felipe Melo pela sua falta de maturidade. E neste caso, os números e as projeções já não fazem nenhuma diferença: não importa como foi a trajetória de vitórias do Dunga na seleção, não importa se foi o Felipe Melo que deu o passe para o Robinho fazer o gol contra a Holanda. Eles precisam de um culpado para crucificar e, desta forma, exorcizar o mal da derrota. A verdade é que, infelizmente, pelo menos no futebol, ainda não apreendemos a conviver com a tragédia.

Mas, por outro lado, não podemos deixar de notar que esta Copa vem apontando para uma sensível mudança na cultura futebolística dos brasileiros, pois não foram poucos telespectadores que expressaram a sua discordância com o comportamento abutre da nossa mídia: basta ver os movimentos de “Cala a Boca” que invadiram a internet. Ao que parece, o povo já não está mais tolerando a atitude ditatorial dos meios de comunicação, que além de serem os nossos “olhos”, também querem comandar as nossas almas.

Diferentemente do que pregam por aí alguns jornalistas mal intencionados, não acredito que a derrota tenha sido o reflexo da atitude deste ou daquele jogador e muito menos do técnico. Foram diversos os fatores que levaram à eliminação. A principal razão é muito simples: a Holanda teve mais sorte nos momentos decisivos e jogou melhor no segundo tempo. Outro fator foi a condição física dos nossos principais jogadores. Kaká já chegou “em recuperação” e estava melhorando sensivelmente partida após partida, mas a verdade é que ele não estava na sua melhor forma. Havia, portanto, desde o início, essa falha “estrutural” na seleção: a ligação entre a defesa e o ataque estava prejudicada. Dunga procurou resolver esse problema de diversas formas. Durante a Copa do Mundo, ele apostou em Elano, que apresentou um excelente futebol até ficar lesionado. Contra o Chile foi a vez de Ramirez mostrar seu trabalho. Mas contra a Holanda nenhum desses dois jogadores estava disponível. Claro que, neste caso, também faltou opções no banco de reserva. Talvez se Dunga tivesse levado o Ronaldinho Gaúcho ou até mesmo o Ganso teríamos maiores possibilidades para reverter os 2X1 contra a Holanda. Mas, enfim, quem estava no comando achou que essa não era a melhor opção. A verdade é que Dunga optou por formar um “coletivo” e não um grupo composto pela simples soma de indivíduos. A sua entrevista na ocasião da última convocação deixou isso bem claro: para o nosso treinador a seleção é um patrimônio nacional e deve ser tratada com respeito. É claro que esse patriotismo nunca foi bem visto pela geração Cola-Cola e pela Mídia, que não possui nacionalidade nenhuma e cuja única preocupação é explorar ao máximo as sensações humanas, sejam elas de tristeza ou de felicidade. Para uma mídia que foi formatada durante os duros tempos de ditadura militar, a função social dos meios de comunicação é apenas um preceito constitucional que, como tantos outros da nossa “Constituição Cidadã”, deveria ser distorcido ao máximo sob a lógica do capitalismo a qualquer custo. Para esses jornalistas que se apressam em eleger os culpados pela derrota da seleção não existe parâmetro ético: tudo é válido! O que importa mesmo é vender a notícia!

Sobre a derrota contra a Holanda, só posso dizer que a Copa do Mundo é uma competição breve que se decide nos detalhes. O Brasil esteve muito melhor no primeiro tempo e poderia ter marcado, no mínimo, mais um gol, mas não conseguimos aproveitar as poucas oportunidades que tivemos, algumas delas por alguns centímetros de distância. Naqueles primeiros 45 minutos de jogo, todos nós, torcedores, passamos a acreditar que era possível ser hexacampeão! A seleção apresentou o seu melhor futebol durante a competição e, por alguns minutos, tudo parecia possível! Mas, infelizmente,o gol não saiu e o segundo tempo foi um total desastre. A Holanda voltou para o campo mais preparada, jogou bem, mostrou que estava decidida a não sair da competição. O fato é que os jogadores "laranjas" têm qualidade, sabem jogar sob pressão, além de possuírem excelentes atacantes e sorte nos momentos decisivos. A seleção, por outro lado, baixou demais a guarda logo no início do segundo tempo e acabou levando o gol de empate. Bom, aí começaram os problemas para o Brasil. Primeiro, os jogadores não tiveram a capacidade de jogar sob pressão. A Holanda, com a frieza comum aos europeus do norte, soube aproveitar a fraqueza emocional dos jogadores brasileiros e foi pra cima até fazer o segundo gol. Nesse momento, era a hora do Dunga agir, tentar fazer alguma coisa, colocar o Nilmar, sei lá, mexer no seu esquema tático, enfim, colocar em prática o seu plano “b”. Mas a reação do Dunga foi muito demorada, talvez por que ele estivesse horrorizado diante do que estava acontecendo, talvez por que ele estivesse preocupado com o seu futuro. Afinal, não podemos desvalorizar o horror que o crucificado sente ao ver o peso da cruz que terá que carregar. Diante do conflito aberto com a mídia, não fica difícil imaginarmos o filme que passou pela cabeça do Dunga durante os últimos 20 minutos de partida. Já o pecado de Felipe Melo foi muito menor. A culpa desse jogador foi o excesso de dedicação e a sua atitude precipitada e imatura colocou abaixo as poucas esperanças que ainda restavam à seleção. Mas, será que detalhes que ocorreram num universo de alguns minutos e num contexto de total pressão psicológica são suficientes para transformarmos esses dois personagens em culpados? Talvez para um povo tão cristão como o brasileiro seja difícil lidar com a tragédia e superar os momentos de perplexidade sem recorrer ao arquétipo do sacrifício: assim que a partida acabou, a mídia sensacionalista correu para apontar – como Judas fez com Jesus Cristo – a identidade do culpado.

Mas se a seleção é culpada por ficar entre os oito melhores times do mundo, o que resta às seleções da França e da Itália ou até mesmo dos países africanos que estavam sediando a copa? Melhor do que isso, o que restará à torcida da Argentina depois de uma histórica goleada da Alemanha? E o que restará aos pobres jogadores da Coréia do Norte ou da Nigéria? O campo de concentração? Quando é que vamos apreender que apesar da vitória ser um bem almejado por todos também existe certa "doçura" na derrota? Toda narrativa épica valoriza igualmente vencedor e perdedor e não poderia ser diferente numa Copa do Mundo... Mas, afinal, vivemos em tempos de capitalismo, onde aos vencedores cabe a glória e aos perdedores, as batatas!

Para finalizar, só posso dizer que sou Uruguai desde criançinha! Pois acho que será mais um desses infortúnios colonialistas se um time europeu vencer a primeira copa do continente africano. Torci muito para Gana ser finalista, mas diante da atual conjuntura, o tricampeonato Uruguaio me parece ser a única conclusão coerente para uma copa tão maluca como foi a Jabulani!

terça-feira, 29 de junho de 2010

O Fenômeno da Copa: Brasil 3X0 Chile

Em dia de jogo da seleção na copa do mundo é possível sentir a euforia no ar logo cedo de manha. Essa movimentação vai aumentando com o passar das horas, até chegar o momento da partida, quando milhões de brasileiros aguardam com atenção o início do jogo, torcendo em família e entre amigos para o seu time conquistar mais uma vitória. Ontem não poderia ser diferente. Na medida em que foi se aproximando o horário do jogo, podíamos ver torcedores de todas as idades e gênero circulando pelas ruas com suas camisetas e bandeiras. Como era contra o Chile, velho e bom freguês da seleção brasileira, estávamos todos confiantes numa vitória. Esse era o momento para o nosso time comprovar que tem condições de vencer o torneio. A vitória nas oitavas de finais seria um convite para sonhos maiores, como o hexacampeonato. Apesar de ter feito uma boa partida contra Costa do Marfim, ainda faltava à seleção apresentar um bom futebol e entrar definitivamente para o pequeno grupo das favoritas, junto com a Argentina e a Alemanha, as melhores seleções da competição até aquele momento.

Em países como o Brasil, com uma forte tradição futebolística, fica difícil para o torcedor esconder a angústia diante de um grande jogo, principalmente, na fase eliminatória. Mas o futebol é um desses fenômenos que consegue abranger a todos, até mesmo àqueles que não são amantes da bola. Ver a seleção jogar na Copa do Mundo tornou-se um desses costumes transmitidos e compartilhados por todas as gerações, apoiado pelo Governo e pelas empresas – que liberam seus funcionários para assistir as partidas – uma instituição social consagrada na nossa sociedade. Até mesmo quem não gosta de futebol assiste aos jogos da seleção brasileira durante a Copa, só para aproveitar o clima de festa que contamina as pessoas e faz desse evento esportivo um fenômeno de grande expressão sentimental para todos nós brasileiros. Quem não morre de paixão pelo futebol ou pela Seleção, assiste pelo valor social e cultural do evento em si. Vai saber ao certo como tudo isso começou, mas a verdade é que hoje em dia somos milhões torcendo pelo bom desempenho dos nossos jogadores. Estamos diante de um fenômeno social “total” – a Copa do Mundo - uma instituição cultural compartilhada por bilhões de pessoas no mundo inteiro, um evento que nos aproxima enquanto seres humanos, transformando todos os povos em coletivos de torcedores. Não importa se achamos isso produtivo ou racional, pois o futebol não é nada disso. Quando a canarinho entra em campo, a razão desaparece diante do grito de gol e a torcida é apenas o veículo de expressão de emoções e sentimentos coletivos cuja manifestação é extremamente necessária para a construção da nossa identidade nacional. Em muitos contextos e para muitas pessoas, o sentido de “ser brasileiro” só se materializa em momentos como estes, quando as diferenças são superadas em nome de um “coletivo” composto por todas as cores, credos, crenças, costumes, afiliações partidárias e religiosas. Quando a nossa seleção entra em campo ocorre um desses fenômenos culturais inexplicáveis, quando as diferenças são superadas para que exista identidade num nível mais amplo de diferenciação. É quando enfrentamos alemães, argentinos, chilenos, uruguaios e portugueses que sabemos o significado mais profundo e subjetivo do devir brasileiro. 
A Copa do Mundo é, definitivamente, um fenômeno cultural mundial de grandes proporções, só podendo ser comparada às olimpíadas. Ontem foi a vez dos nossos jogadores mostrarem ao mundo inteiro que estamos na competição para ganhar o caneco. Apesar da pressão no início do jogo, da coragem e da dedicação dos chilenos, os nossos irmãos latino-americanos não conseguiram superar o bom desempenho da seleção durante boa parte do jogo. Finalmente Kaká voltou a apresentar um futebol mais próximo do que ele vinha apresentando durante os últimos anos: versátil, inteligente e maduro. É impressionante como a Seleção muda completamente com a presença do Kaká e do Robinho em campo, jogadores que fazem a ligação entre a defesa e o ataque. Por sinal, acho que o melhor mesmo da seleção reside na qualidade técnica da sua defesa: segura, confiante e ágil. Lúcio sabe se deslocar até o meio de campo e levar a bola para Kaká e Robinho quando necessário, enquanto Juan apresentou o seu melhor futebol, garantindo a segurança na grande área. Já o nosso goleiro Julio Cezar, apesar de não ter sido muito requisitado durante a partida, demonstrou a confiança necessária nas bolas mais perigosas. No meio campo, Daniel Alves e Gilberto Silva apresentaram qualidade defensiva, mas ainda deixam a desejar no ataque. Quem se deu bem mesmo foi Ramirez, que ingressou maravilhosamente na seleção titular, dando maior movimento ao ataque e fazendo uma boa parceria com Kaká do meio campo pra frente. Luis Fabiano, por sinal, parece ter se recuperado da péssima atuação no último jogo contra Portugal e dá indícios de estar começando a gostar do seu futebol, dando demonstrações claras da sua capacidade de fazer mais alguns gols até a final do campeonato e, quem sabe, consagrar-se o goleador da competição. Robinho melhorou um pouco, mas ainda precisa (e pode) melhorar bastante. No geral, a seleção apresentou um futebol compacto, ágil e com uma defesa que impõe respeito nos adversários. Inclusive, daqui pra frente, quem jogar contra o Brasil terá mais uma preocupação em mente, pois a seleção demonstrou a capacidade de jogar contra times ofensivos e sob pressão, saindo para o jogo quando ameaçada pelos adversários.

O sonho brasileiro de ser hexacampeão continua vivo! Agora que estamos entre as oito melhores seleções do mundo, podemos alimentar mais ainda a passagem para a final, basta, para isso, ganhar de uma velha conhecida de todos nós: a Holanda. E olha que a seleção laranja desta copa não chega nem aos pés da seleção de 94, apesar de ter um ataque perigoso. Vamos em frente, que venham os holandeses! Com uma defesa como a nossa, o Kaká voltando a apresentar o seu velho e bom futebol, Robinho e Luís Fabiano conseguindo dar forma as nossas finalizações lá na frente, acho que podemos almejar chegar até a grande final da Copa do Mundo, ao que tudo indica, contra a Argentina ou a Alemanha. Ai meus amigos, só Deus sabe o que pode acontecer!

sábado, 26 de junho de 2010

Brasil 0 X 0 Portugal

O último jogo do grupo G da fase inicial da copa do mundo não foi lá tão emocionante como se esperava de duas seleções com grandes jogadores, como Cristiano Ronaldo e Luís Fabiano. O time de Portugal jogou todo o primeiro tempo retraído no seu campo de defesa, impondo uma verdadeira muralha intransponível aos brasileiros, buscando, desta forma, segurar um empate no primeiro tempo, sentir um pouco mais o desempenho da seleção canarinho e apostar no talento decisivo do seu melhor jogador, Cristiano Ronaldo, único do time posicionado no campo adversário. Enquanto isso, a torcida dos dois países, que compartilham entre si diversos elementos culturais – a língua, a história colonial, a culinária e etc. – davam um show de civilidade nas arquibancadas do estádio. A seleção brasileira não conseguiu ter a criatividade necessária para surpreender os defensores adversários, um sinal claro que tanto Robinho como Kaká fazem falta na equipe, principalmente, na ligação entre meio de campo e ataque. Sem grandes ameaças por parte dos portugueses, que tiveram poucas oportunidades de contra-ataque, os brasileiros mantiveram a posse de bola durante a primeira etapa da partida, mas sem nunca assustar o adversário e, na maior parte do tempo, sem ultrapassar a linha do meio de campo, buscando alternativas que não apareceram em nenhum momento.

Os últimos 45 minutos de jogo foram um pouco mais animados, o técnico de Portugal fez algumas mudanças que deixaram o seu time mais agressivo, nivelando um pouco mais a partida. O Brasil, no entanto, não soube tirar proveito da abertura dos portugueses para o jogo e fez uma apresentação lamentável no segundo tempo. Bom para o goleiro Júlio Cezar, que teve a oportunidade de mostrar porque é considerado o melhor goleiro do mundo na atualidade. Sobre o desempenho do restante da equipe brasileira, resta mencionar que Felipe Melo e Daniel Alves tiveram um desempenho lamentável durante a partida e Júlio Batista não parece estar vivendo o seu melhor futebol. Acho que Dunga poderia ter colocado Robinho no segundo tempo, pois num campeonato compacto como a Copa do Mundo é fundamental dar ritmo de jogo aos jogadores e, apesar dele não ter jogado bem contra Costa do Marfim, não custava nada experimentar o seu desempenho no meio de campo, fazendo a função de Kaká. Já a equipe portuguesa demonstrou qualidade técnica durante toda a partida, ocupando todos os espaços na defesa. Só acho que Cristiano Ronaldo não foi o melhor jogador do jogo, pois teve sua atuação prejudicada pelo excelente trabalho do capitão Lúcio na defesa, um dos melhores jogadores do Brasil nesta partida.

Mas, enfim, acabamos a primeira fase com um resultado satisfatório, com o Brasil finalizando em primeiro lugar no seu grupo e pegando um caminho mais seguro nas eliminatórias, não tendo que enfrentar a Espanha nas oitavas ou a Argentina ou Alemanha nas semifinais. Caso conseguirmos vencer os chilenos – o que é bastante provável - a Holanda poderá ser o único obstáculo até a final da competição. Já os nossos amigos portugueses terão que percorrer um caminho mais duro daqui pra frente, tendo que vencer os espanhóis nas oitavas e podendo enfrentar fortes candidatos ao título, como a Argentina, a Alemanha e o México.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Brasil 3X1 na Costa do Marfim

Domingão de Copa do Mundo é isso mesmo: todo mundo se mobilizando, colocando o assado no fogo e chamando os amigos para ver a seleção brilhar. Bom, o jogo foi tenso, mas não podemos deixar de reconhecer que o Brasil jogou melhor, enfrentou com bravura os jogadores da Costa do Marfim, que, inclusive, jogaram bola pra valer. Kaká contribuiu mais com o ataque da seleção, fazendo a ligação do meio de campo com os atacantes com mais agilidade. Ele parece decidido a descobrir o seu futebol durante a copa, pena mesmo foi a expulsão injusta. Afinal, ele estava parado, quem bateu nele foi o jogador da Costa do Marfim, só quem não viu foi o Juiz, que, para variar, era francês. Mas, enfim, essas coisas acontecem. A defesa da nossa seleção mostrou que sabe defender e ligar o ataque com agilidade, tudo isso com muita responsabilidade, sem entrar em pânico. Luis Fabiano foi fabuloso! Jogou um bolão e está de parabéns! O melhor jogador em campo deixou sua marca na história das copas, com um gol que ficará na memória de todos para sempre. O que foi aquilo? Não bastava matar a bola no peito, era preciso contar com uma pequena ajuda da mão de um “Deus Brasileiro”, para alegria de milhões de torcedores.

A maior decepção, desta vez, foi o Robinho, que jogou pior e não soube aproveitar as poucas oportunidades que teve durante o jogo. A sua atuação deixou a desejar. É preciso ter tranqüilidade para saber decidir o jogo quando necessário, atacar com seriedade e de forma decisiva, enfim, jogar futebol pra valer. Mas eu ainda não perdi as esperanças nesse grande jogador, que ainda terá outras chances para apresentar o seu futebol e marcar alguns gols pela seleção.

Valeu Dunga pelas decisões coerentes! Ainda quero ver a mídia sensacionalista ter que comemorar contigo a vitória da seleção. Afinal de contas, num esporte coletivo, o que vale mais é a dedicação e o compromisso com a seleção brasileira. Só ficou faltando mesmo o Ronaldinho Gaúcho e o Ganso, que seriam boas opções de substituição para o Robinho e o Kaká, mas, enfim, vamos torcer para tudo dar certo.

Agora, aterrorizante mesmo foi ver Portugal aplicar uma goleada nos norte-coreanos. Afinal, 7X0 é demais! A maior goleada da copa até agora. Mas, devemos questionar se isso significa alguma coisa e se podemos fazer qualquer comparação com o primeiro jogo do Brasil. Afinal, estamos diante da Copa das surpresas, onde até mesmo a Alemanha, que fez 4X0 contra a Austrália no primeiro jogo, perdeu para a Sérvia no segundo, a mesma Sérvia que havia perdido para Gana que, por sua vez, empatou com a Austrália na seqüência. Outro grupo que apresentou algumas surpresas foi o B, pois apesar da Coréia do Sul ter saído vencedora do jogo com a Grécia, que havia perdido de 2X0 da própria Coréia, levou uma goleada dos “hermanos”, para depois ver a Grécia vencer da Nigéria por 2X1. Assim fica difícil até mesmo para os melhores matemáticos inferir qualquer lógica nesses resultados. A verdade é que deu a louca na Copa do Mundo, vai saber se devido ao zumbido ensurdecedor da “vuvuzela” ou pelo trajeto traiçoeiro da “Jabulani”. Assim fica difícil ganhar o “bolão”. A zebra está solta na Copa do Mundo e tudo parece ser possível.

Agora, que venham os portugueses, pois estamos decididos a trazer a taça para casa! O jogo será difícil, mas o Brasil tem todas as condições de conseguir mais três pontinhos e ficar em primeiro no grupo.

Dunga X Mídia Sensacionalista

O pior mesmo é ter que assistir os jornalistas acusarem o Dunga de “agressivo” ou “mal-humorado”, depois de todos caíram encima dele de forma mais do que agressiva antes mesmo da copa começar, violando a sua privacidade, ofendendo a ele e sua família. Acho que alguns jornalistas têm memória curta e adoram descontextualizar o mundo.

Mas, para jornalista “pode”, agora, quando o “alvo” dos ataques coletivos de uma imprensa sem qualquer compromisso ético resolve responder na mesma moeda, aí “não pode”. É aquela velha história, devido ao passado de censura no Brasil, teremos que conviver eternamente com uma mídia irresponsável que “pode tudo”, por que qualquer tentativa de impor limites éticos à função jornalística é logo combatida como censura. O pior mesmo é saber que os meios de comunicação que hoje se escondem por trás da “liberdade de expressão” são os mesmos que se calaram diante das investidas dos militares. O que fazia a equipe de jornalismo da rede globo diante da tortura e da violência? Calava-se, omitia-se? Agora temos que suportar isso: covardia e abuso de autoridade jornalística. A verdade é que os mesmos jornalistas que hoje reclamam do comportamento do técnico da seleção, querem mais é que o Brasil se exploda, tanto faz para eles se a seleção ganhar ou perder, o que vale mesmo é a sensação da notícia.

O pior vai ser se a seleção perder, pois tenho certeza que a mídia vai cair encima do Dunga sem a menor piedade e talvez tenhamos que assistir calados a morte precoce de um grande técnico. Deixem o homem em paz! Deixem o Dunga fazer o seu trabalho, pois, assim, vocês poderão exigir a mesma consideração. Agora, bater raivosamente e depois exigir educação é demais!

Abaixo a Ditadura da Mídia! Viva a liberdade de expressão dos brasileiros, abaixo o abuso de poder dos meios de comunicação! Por um controle social da mídia hoje e sempre!

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Brasil 2X1 Coréia do Norte - Copa do Mundo de 2010

Peço desculpa aos marxistas de plantão, mas para além de toda e qualquer alienação, o futebol, no Brasil, é um elemento de união, talvez o único patrimônio verdadeiramente nacional. Afinal, apesar do sonho de ser doutor ainda não fazer parte da realidade de boa parte dos brasileiros – situação que vale lembrar, vem mudando durante os últimos anos – o futebol é o único meio realmente democrático, disponível para os meninos e meninas de todas as condições sociais e econômicas. E a Copa do Mundo parece atualizar esse sonho com a grandiosidade dos grandes campeonatos.

O jogo de ontem foi um clássico de estréia da seleção: ganhou, mas não arrasou. Tenho certeza que todos nós gostaríamos de um resultado melhor, algo que levantasse a nossa moral e colocasse pavor nos nossos adversários de chave, mas, enfim, nada disso aconteceu. Afinal, o torcedor brasileiro é abusado, não basta ganhar o jogo, tem que fazer bonito, dar show e, de preferência, golear o adversário.

Falando nisso, o time da Coréia do Norte não é uma Alemanha, mas chegou à copa do mundo decidido a não fazer feio. Tenho certeza que também dará trabalho para Portugal e Costa do Marfim, que, inclusive, fizeram um jogo nada emocionante algumas horas antes, terminando num humilde empate em zero a zero. Melhor para o Brasil, que iniciou a Copa em primeiro do seu grupo, que não é dos mais fáceis do campeonato.

Voltando a falar sobre a Coréia do Norte, apesar do país não ter tradição no futebol, foram responsáveis por uma das maiores zebras da história do campeonato. A Copa do Mundo de 1966, disputada na Inglaterra, contou com a participação de 16 seleções, entre essas o desacreditado time da Coréia do Norte, que, para surpresa de todos, acabou atropelando seus primeiros adversários, entre eles a própria Itália. O time coreano avançou no campeonato chegando às quartas de finais, quando caiu diante da arte de Eusébio, craque do time de Portugal que virou o jogo contra os Coreanos num histórico 5X3. Mas, até o segundo tempo, a Coréia fazia 3X0 e chamava a atenção do mundo inteiro diante do seu espírito coletivo e da sua força de vontade, únicas armas diante de um Portugal muito mais forte. Bom, no final da história, quem levou mesmo foi a seleção da Inglaterra, que bateu a Alemanha Ocidental por 4X2 na final, consagrando-se campeã. De qualquer forma, fica registrada a mensagem: apesar do time coreano deste ano não ter nem um terço do carisma da seleção de 66, a motivação ideológica nacional é uma arma que os Coreanos sempre souberam explorar no futebol.

O Brasil não jogou nada bem no primeiro tempo, apresentando um futebol muito retraído num momento em que a pressão deveria começar no campo do adversário. O segundo tempo foi relativamente melhor e as alterações do Dunga deixaram o time mais ofensivo. A grande decepção foi o Kaká, algo já esperado. Robinho também poderia ter feito melhor. Espero que a seleção jogue com mais garra e qualidade contra a Costa do Marfim, um time muito mais forte do que a Coréia e que manteve o time de Portugal sob forte pressão durante todo o jogo de ontem, deixando pouco espaço para o brilhantismo de Cristiano Ronaldo. A verdade é que se a seleção brasileira quer realmente vencer a Copa do Mundo, precisa mostrar força de vontade, marcando a saída de bola do adversário, atacando com qualidade e, principalmente, criatividade. De qualquer forma, acho que é ainda muito cedo para críticas contra Dunga e os jogadores brasileiros, precisamos aguardar um pouco mais e torcer muito para que a nossa seleção descubra o seu futebol arte durante a competição.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Domingão de decisão no campeonato brasileiro...

Fui levado a escrever estes comentários sobre a última rodada do campeonato brasileiro, mais especificamente sobre o jogo entre Grêmio X Flamengo, devido à insistência dos meus amigos colorados e flamenguistas em colocar em questionamento o desempenho do meu time. Os colorados que conheço se subdividiram: uns resolveram antecipar a acusação de que o Grêmio “entregaria o Jogo para o Flamengo”, posição reforçada ainda mais pela divulgação da escalação gremista; outros buscaram uma “aproximação” baseada numa suposta identidade regional contra “os cartolas do sudeste” ou até mesmo apelando para o humanismo, como fez o bem conhecido escritor gaúcho, Luis Fernando Veríssimo. Os flamenguistas, por outro lado, buscaram colocar em evidência a já conhecida rivalidade entre colorados e gremistas, buscando a solidariedade dos seus rivais nessa última rodada do campeonato. Independente aqui dos diferentes posicionamentos e projeções sobre o desempenho do Grêmio neste domingo, acredito que todas elas pecam ao não reconhecer o mais importante: o Grêmio é um time profissional, que tem seus próprios interesses e motivações e não precisa pautar seu futebol pelo desempenho dos seus adversários, sejam eles regionais ou nacionais. O fato é que esse jogo não é importante para o Grêmio, que tem todo o direito de jogar essa partida tendo em vista seus próprios objetivos e interesses. Isso não significa que o time vai “entregar o jogo”, como dizem os colorados - para alegria dos flamenguistas - mas a equipe que entrar em campo neste domingo também não vai jogar essa partida como se fosse uma “decisão”. Atitude, inclusive, que tanto o Internacional como o Flamengo teriam diante de um contexto semelhante. E como não se trata de um jogo importante ou decisivo para o Grêmio, o técnico ou a direção do time tem total direito de pautar a escalação conforme seus interesses: se as férias antecipadas podem servir como motivação e se a entrada em cena dos reservas pode ser uma oportunidade para que eles mostrem o seu futebol, que seja assim então: vamos pautar as nossas decisões nessa partida conforme nossa autonomia futebolística, afinal, o Grêmio não é um time de “segunda-mão” e não deve pautar o seu futebol conforme a logística dos seus adversários. Sabemos o quanto os valores de “independência” e “autonomia” foram importantes para a história política do Rio Grande do Sul e o Grêmio sempre pautou sua atuação conforme esses valores e não será diferente neste domingo. Na minha modesta opinião, acho que os meus amigos colorados devem se concentrar no seu jogo contra o Santo André e a torcida do Flamengo deve se preocupar mais com o bom desempenho do seu time do que com a possibilidade do Grêmio “entregar o jogo”, o que, inclusive, não seria nada digno com a história do Flamengo.

Por último, não posso deixar de notar que as estatísticas são mais objetivas do que os sentimentos das torcidas: o Grêmio ganhou apenas um jogo fora de casa durante todo o campeonato e é muito possível que acabe reproduzindo a sua atuação fraca longe de casa, conforme fez durante os jogos anteriores; por outro lado, o Flamengo está diante de uma decisão e joga a partida em busca do seu hexa campeonato.

Bom, meus amigos, diante de tantas evidências eu até me permito arriscar um palpite: acho que este ano o título irá para uma equipe carioca! Mas não por que o Grêmio entregou o jogo – como dirão os meus amigos colorados que, por sinal, adoram projetar no Grêmio a causa das suas derrotas – mas porque o contexto era favorável ao Flamengo. É claro que estou trabalhando com a hipótese de uma boa atuação do Flamengo que, em última instância, é o único que depende unicamente da sua “atitude” neste maravilhoso domingo. Independente do que acontecer, espero que este final de campeonato brasileiro seja uma grande festa do melhor futebol do mundo.
Observações: dedico este texto – legitimamente Gremista – aos meus caros amigos colorados e flamenguistas: como diria Machado de Assis, “As batatas aos vencedores!”
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